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Espanha: PP e VOX fazem acordo para governarem juntos em 35 municípios

O PP e o partido de extrema-direita VOX concordaram que farão acordos nos municípios onde os dois partidos juntos têm maioria absoluta, o que é uma pequena minoria de municípios. A concretização dos acordos será feita e assinada localmente.
Delegações de Vox e PP na reunião em que concordaram com o "princípio de acordo"
Delegações de Vox e PP na reunião em que concordaram com o "princípio de acordo"

O partido de direita PP e o partido de extrema-direita VOX divulgaram o entendimento nesta sexta-feira, depois de uma segunda reunião realizada na mesma semana entre representantes dos dois partidos. As reuniões decorreram no Congresso de Madrid.

Segundo publico.es, Iván Espinosa de los Monteros, porta-voz do partido de extrema direita, anunciou que os dois partidos chegaram a um “princípio de acordo para avançar na governabilidade nas situações em que a soma de PP e Vox é suficiente para a investidura” dos governos locais.

Espinosa de los Monteros acrescentou que “não é imprescindível entrar no governo” para realizar um acordo “para evitar que governe a esquerda”, indicou que as conversações estatais com o PP continuarão e esclareceu que serão as delegações locais que concretizarão os acordos e a constituição dos respetivos executivos municipais.

O acordo estabelecido pelos dois partidos abrange 35 municípios em que o Ciudadanos não é necessário para conseguir uma maioria contra a esquerda. É um número reduzido de municípios, apenas 35 dos 8.131 municípios que há em Espanha.

O porta-voz do VOX disse ainda que não apoiarão nenhum governo de PP e Ciudadanos, se estes não negociarem com o partido de extrema direita.

O porta-voz do PP foi o seu secretário geral Teodoro García Egea e declarou que o seu partido propõe o que chama de “governos da liberdade”, em oposição aos governos de mudança propostos pelo Podemos. Garcia Egea recusou a proposta do líder do Ciudadanos de Castilla y León que exigiu ao PP que afaste os presidentes de Câmara que estão há mais de oito anos no cargo. Egea justificou, dizendo que não gosta das “condições pessoais porque no final acabaríamos por condicionar também a continuidade do dirigente de um partido que esteja há mais de oito anos no cargo”, uma referência ao líder do Ciudadanos, Alberto Rivera, que é presidente do partido há 13 anos.

Segundo o El Pais, o acordo a que chegaram é de momento “oral” para as organizações territoriais assinarem. Os executivos municipais são constituídos na próxima quinat-feira, dia 15 de junho.

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