Espanha: derrota histórica do PSOE

23 de maio 2011 - 2:12

Socialistas tiveram o pior resultado de sempre nas eleições municipais e de autonomias: 27,8% dos votos, dez pontos atrás do PP, que ganhou 10 das 13 comunidades em disputa. Esquerda 'arbetzale' em 2º no País Basco.

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Zapatero assumiu a derrota. Foto de Guillaume Paumier, FlickR

O Partido Socialista Obrero Español obteve este domingo o pior resultado de sempre em eleições municipais e das autonomias, com 27,81% dos votos, dez pontos atrás do vencedor Partido Popular, que teve 37,58%. Nas eleições anteriores, de 2007, os socialistas tinham ficado com 34,92% dos votos. O valor mais baixo que alcançaram ante foi em 1995, quando tiveram 30% dos votos.

José Luís Zapatero admitiu um retrocesso "muito grande" do seu partido e considerou "razoável esperar que o PSOE recebesse hoje um castigo nas urnas".

Foram às urnas mais de 34 milhões de eleitores para eleger 8.116 presidentes de câmara e cerca de 68.400 vereadores, além de 824 deputados dos parlamentos de 13 das 17 comunidades autónomas.

O Partido Popular ganhou os parlamentos regionais de 10 das 13 comunidades em disputa: Castilla-La Mancha, Madrid, Múrcia, La Rioja, Cantábria, Comunidade Valenciana, Castilla y León, as ilhas Baleares e as duas cidades autónomas, Ceuta e Melilla. Los socialistas não ganharam em nenhuma autonomia, e só podem vir a governar na Extremadura, se fizerem um acordo com a Esquerda Unida. Os governos regionais de Aragão e das Canárias dependem dos acordos que venham a ser feitos.

O presidente do PP, Mariano Rajoy, agradeceu aos que confiaram no PP, e em especial aos que pela primeira vez votaram no partido.

Bildu segunda força no País Basco

A coligação da esquerda abertzale basca Bildu surpreendeu ao ficar em segundo lugar, com 22% dos votos, logo atrás do Partido Nacionalista Basco (PNV), que teve 22,97% dos votos. A Bildu ganhou as eleições na província de Guipúzcoa e na câmara de San Sebastián e é agora a maior força municipal em número de vereadores do País Basco, com 1137 vereadores, contra 881 do PNV. O PSOE teve 16% e o PP 11,6%.

Recorde-se que a esquerda abertzale só participou das eleições por decisão do Tribunal Constitucional, que derrubou uma sentença anterior do Tribunal Supremo que a tinha proibido, por vinculá-la à ETA.