A paralisação, que resultou da recusa, por parte do governo PSD/CDS-PP, em “negociar todas as matérias constantes do caderno reivindicativo dos sindicatos” afeta o período da manhã e teve, neste primeiro dia, impacto nos serviços de Santarém, Lisboa, Setúbal e Madeira.
Na quarta feira, a greve afetará os serviços de Portalegre, Évora e Beja. Na quinta feira será a vez do Algarve e Açores e, sexta feira, de Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leira. No dia 22 de outubro, a greve está agendada para Viana do Castelo, Braga, Porto, Bragança e Vila Real.
“Em todas as instituições, a greve efetiva-se entre as 8h e as 12h, exceptuando na Madeira, no dia 15, que se efetiva no turno da manhã”, lê-se no comunicado do SEP.
Segundo o presidente do SEP, José Carlos Martins, realizaram-se esta terça feira 16 plenários onde foram discutidas “formas de luta para novembro, caso o Ministério da Saúde, de forma sensata, não evolua de posição e não se aproxime das posições sindicais na próxima reunião do dia 23 de outubro”.
Nestes encontros, nos quais participaram “larguíssimas centenas de enfermeiros”, conforme avança o responsável do SEP, foi debatida a proposta governamental do Orçamento do Estado para 2014, que perspetiva “a manutenção ou a redução do volume a ser atribuído ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
“Isto tem um profundo impacto a vários níveis: é um potencial drama para as populações, porque pode ser um potencial drama para o SNS, isto é, com menos dinheiro a lógica do Ministério da Saúde vai ser manter esta perspetiva de emagrecer o SNS, encerrando serviços, encerrando instituições e transferindo a gestão de alguns hospitais para as Misericórdias”, afirmou José Carlos Martins.
“Nós temos problemas com a precariedade, com a carência de enfermeiros, com as centenas de horas a mais que não são pagas, temos problemas da área económica, somos os licenciados da administração pública e, na saúde, dos mais mal pagos, estão a impor-nos as 40 horas sem impacto real na prestação de cuidados”, acrescentou ainda o dirigente sindical.
José Carlos Martins sublinhou que, “a não ser ultrapassado” este problema, haverá uma “agudização das formas de luta, que resultarão das reuniões”.