Enfermeiros do Hospital de Santarém iniciaram greve de 4 dias

19 de agosto 2014 - 20:18

Os enfermeiros do Hospital de Santarém iniciaram esta quarta-feira uma greve de 4 dias. Segundo o sindicato a adesão rondou os 60 a 70% no turno da manhã. A deputada Helena Pinto esteve presente tendo destacado que“esta luta é pela dignidade dos enfermeiros e enfermeiras, mas é também uma luta em defesa dos utentes, em defesa do Serviço Nacional de Saúde”.

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Convocada pelo SEP, a greve teve início hoje, às 08:00, e prolonga-se até às 24:00 de dia 22 de agosto, sexta-feira.

Os enfermeiros do Hospital de Santarém iniciaram uma greve de quatro dias, protestando contra o que consideram "incumprimento dos horários de trabalho" e pela rápida admissão de mais profissionais para a unidade de saúde.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe Simões, disse à agência Lusa que o que está em causa é a "falta de 170 enfermeiros" naquele hospital, que "deveria ter um quadro com 570 profissionais", e a consequente "rutura nos serviços prestados ao nível dos serviços de urgência e internamento, a rutura iminente nos cuidados intensivos e um caos instalado no serviço de medicina".

A deputada Helena Pinto esteve presente e dirigindo-se aos enfermeiros presentes saudou “a sua luta e a coragem de realizar 4 dias de greve”. “Esta luta é pela dignidade dos enfermeiros e enfermeiras, pelas condições de trabalho, mas é também uma luta em defesa dos utentes, em defesa do Serviço Nacional de Saúde. Por isso vão ter ao vosso lado as populações, exatamente como as populações sabem que podem contar com os enfermeiros nas situações difíceis. O Governo é o responsável pela situação que se vive neste Hospital.”

Em declarações à agência Lusa, Helena Jorge, do SEP, disse que a adesão à greve, que se prolonga até sexta-feira, "ronda hoje os 60 a 70%" dos enfermeiros, tendo destacado uma "adesão a 100%" nos serviços de urgência geral, cardiologia e serviços de medicina.

"No bloco operatório e cirurgia de ambulatório os enfermeiros não aderiram à greve no dia de hoje", observou a dirigente sindical.

Segundo Helena Jorge, os serviços de urgências estão a funcionar, em termos de pessoal de enfermagem, em regime de serviços mínimos, pelo que os utentes "podem ter de esperar mais do que as quatro horas habituais. Podem ser horas infinitas, mas vão ser todos atendidos", assegurou.

"Já somos poucos enfermeiros e temos muitos utentes internados, pelo que apelamos a que as situações que não sejam realmente urgentes se desloquem para os centros de saúde para procurar atendimento", pediu a dirigente sindical.

A agência Lusa contactou o Conselho de Administração (CA) da unidade hospitalar de Santarém, que se escusou a prestar declarações.

A Lusa pediu também um comentário à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que até ao momento não foi possível obter.

Na segunda-feira, a administração do Hospital anunciou que obteve autorização para contratar 17 enfermeiros, número que o SEP considera insuficiente.

Convocada pelo SEP, a greve teve início hoje, às 08:00, e prolonga-se até às 24:00 de dia 22 de agosto, sexta-feira. 

[caption]Helena Pinto, deputado do Bloco de Esquerda, na concentração dos enfermeiros junto ao Hospital de Santarém.Helena Pinto, deputado do Bloco de Esquerda, na concentração dos enfermeiros junto ao Hospital de Santarém.[/caption]

Helena Pinto, deputado do Bloco de Esquerda, na concentração dos enfermeiros junto ao Hospital de Santarém.