Segundo o Sindicato, os enfermeiros do Hospital de Santarém estão “exaustos”, sendo que a sobrecarga horária a que estão sujeitos e a diminuição de profissionais “está a provocar a rutura” nos serviços e pode colocar em risco os doentes.
A estrutura sindical alerta ainda que o bloqueio à contratação de enfermeiros, imposto pelos Ministérios da Saúde e das Finanças, irá agravar no período de verão uma situação já insustentável.
“Os enfermeiros nunca estão realmente de folga, tal como a lei obriga"
“Os enfermeiros nunca estão realmente de folga, tal como a lei obriga. O não ter as pausas para recuperar física e psicologicamente, leva estes profissionais a um cansaço extremo. Os enfermeiros não têm vida familiar”, lê-se no comunicado.
No documento, é ainda assinalado que, à imposição do horário semanal de 40 horas, acresce a necessidade de trabalho extraordinário, o que implica que estes profissionais acabam por fazer “50 ou 60 horas semanais”.
A “diminuição de enfermeiros e a exaustão” a que chegaram os profissionais “aumentam significativamente o risco de negligência e morte dos utentes”
O sindicato alerta que a “diminuição de enfermeiros e a exaustão” a que chegaram os profissionais “aumentam significativamente o risco de negligência e morte dos utentes”.
“Pelo exposto, os enfermeiros do Hospital de Santarém declinam qualquer responsabilidade no problema. Alertam, desde já, que tomarão outras medidas mais radicais, nomeadamente a recusa a trabalho extraordinário, se o problema for ignorado e mantido”, sublinha.
Bloco questionou Governo sobre a degradação da qualidade dos serviços prestados
A 12 de junho, os deputados Helena Pinto e João Semedo questionaram o governo sobre a degradação da qualidade dos serviços prestados no Hospital de Santarém.
No documento, endereçado ao ministério da Saúde, os deputados bloquistas enumeram algumas das dificuldades vividas neste estabelecimento de saúde, nomeadamente no que respeita à demora no atendimento nas urgências; à escassez de médicos, à qual se junta a deficiente qualidade profissional e médica da empresa prestadora de serviços à urgência; à má qualidade da alimentação fornecida aos doentes; às dificuldades de respostas dos blocos operatórios e de partos; à falta de anestesistas, que obriga ao adiamento e atraso em cirurgias; assim como à situação de sobrecarga de trabalho dos enfermeiros.