O embaixador israelita na ONU que acusou António Guterres de ter como primeira prioridade "ajudar terroristas" e depois exigiu a sua demissão pela intervenção em que Guterres exigiu o cessar-fogo humanitário está agora debaixo de críticas por ter envergado a estrela de David amarela com que os nazis identificavam os judeus, acompanhada da inscrição "Nunca mais", na reunião desta semana do Conselho de Segurança da ONU.
Gilad Erdan afirmou que continuaria a vestir aquela marca do nazismo até que o Conselho de Segurança condenasse os ataques do Hamas de 7 de outubro. Mas esta tomada de posição não agradou aos próprios israelitas, a começar pelo responsável do Yad Vashem, o memorial de Israel às vítimas do Holocausto.
"Lamentamos ver os membros da delegação israelita na ONU usando o emblema amarelo. Este ato desonra tanto as vítimas do Holocausto como o Estado de Israel. A estrela amarela simboliza o desamparo do povo judeu e o facto de estar à mercê dos outros. Hoje temos um país independente e um exército forte. Somos donos do nosso destino. Hoje colocamos uma bandeira azul e branca na lapela, não uma estrela amarela", afirmou o líder do memorial, Dani Dayan, nas redes sociais.