Autárquicas

Em Sintra, o Bloco defende inclusão das pessoas com deficiência

09 de outubro 2025 - 13:31

Na visita ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência, Tânia Russo sublinha que a autarquia “tem responsabilidade de garantir a inclusão”. Mariana Mortágua acrescenta que faltam professores de educação especial por culpa do Governo e que este antecipou entrega do Orçamento para desviar atenções da Spinumviva.

PARTILHAR
Visita do Bloco de Esquerda de Sintra ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência
Visita do Bloco de Esquerda de Sintra ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência

O Bloco de Esquerda deslocou-se na manhã desta quinta-feira ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência para conhecer a sua realidade. Tânia Russo, candidata do partido à Câmara de Sintra, destaca que este é “um trabalho que é extremamente necessário no concelho”.

Em Sintra “faltam respostas no que diz respeito à inclusão destas pessoas”, ao nível do apoio à infância, na intervenção precoce, no que diz respeito ao envelhecimento destas pessoas, afirmou a candidata.

A candidatura bloquista de Sintra assegura estar atenta às respostas que é preciso dar aos cidadãos com deficiência e sublinha que “a autarquia tem também essa responsabilidade de garantir a inclusão”, nomeadamente no apoio na escola “não só durante o período letivo mas também nas atividades de prolongamento do horário, em que a Câmara deve garantir estas respostas”.

Mariana Mortágua reforça esta mensagem. Sobre o trabalho do CECD, considera que “é muito importante assinalar trabalho que é bem feito” e chama a atenção para os “alertas que são deixados” sobre este tema como a falta de professores de educação específica e educação especial nas escolas. Estes centros, “que têm a responsabilidade de indicar muitos desses profissionais que dão a resposta a tantas crianças que precisam e que têm o direito a ter as suas necessidades de educação respondidas, não têm os profissionais porque o Governo está a cativar as verbas e não está a entregar as verbas que permitem a estes centros integrar os seus profissionais e garantir esses serviços”, denuncia.

Governo antecipou entrega do Orçamento do Estado para desviar atenção da Spinumviva

Questionada pelos jornalistas presentes sobre política nacional, a coordenadora do Bloco considerou que o primeiro-ministro antecipou a entrega do Orçamento do Estado “para desviar as atenções de uma pedra no sapato chamada Spinumviva e para entrar na campanha autárquica com anúncios que não podem ser escrutinados porque mais ninguém teve tempo para ler o Orçamento do Estado”.

A dirigente bloquista nota ainda que este caso “vai perseguir o primeiro-ministro porque há muitas questões que ficaram sem resposta”. Este optou por “uma fuga para a frente: para fugir um tema que é incómodo e no fim de uma campanha autárquica, antecipa-se um Orçamento do Estado, usando-se as instituições de uma forma que não é séria e que não respeita o debate” e é “uma forma irresponsável de governar”.