A CGIL, a maior confederação sindical italiana, marcou uma greve geral contra o orçamento do governo de Meloni, “a austeridade, o rearmamento e por salários, direitos e democracia”. Esta ocorrerá no próximo dia 12 de dezembro.
De acordo com a central sindical, o executivo que une a extrema-direita e a direita vai cortar nos serviços e investimentos públicos, ao mesmo tempo que escolhe aumentar o orçamento para o setor da “defesa”, numa “louca corrida ao armamento”.
Itália
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A jornada de luta é assim uma resposta ao “desfinanciamento” e “cortes indiscriminados na saúde, escola, universidade, investigação, funções centrais do Estado, autoridades locais e cultura”. Exige-se pelo contrário mais investimento na saúde, educação e habitação, mais medidas de combate à precariedade, renovação de contratos e reforço do poder de compra dos trabalhadores.
A CGIL sublinha ainda que o país está em recessão há dois trimestres e vive um “acelerado processo de desindustrialização”, sobretudo desde há três anos. O governo não se mostra capaz de reverter o declínio da produção nem de enfrentar “o desafio da conversão tecnológica, energética e ecológica do nosso produtivo”. Ao mesmo tempo, a alta inflação empobrece trabalhadores e pensionistas.
Luta-se ainda por maior equidade e progressividade fiscal e por uma contribuição de solidariedade das grandes riquezas dos 1% mais ricos da população.
Ao convocar a greve geral, a estrutura sindical não esquece o balanço da última que ocorreu a 3 de outubro passado e teve como objetivo lutar pelo fim do genocídio em Gaza. Esta saldou-se por uma “extraordinária participação” e teve como “protagonista absoluto” as novas gerações.
Numa tentativa de desvalorizar a convocatória, a primeira-ministra escreveu na sua conta que era "outra greve geral da CGIL contra o governo" e lançando a pergunta retórica: "adivinhem em que dia da semana 12 de dezembro será?