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“É preciso investir na ferrovia para evitar o endividamento externo”

Esta segunda-feira, numa visita à EMEF, Catarina Martins afirmou que é preciso investir na ferrovia e que, se a EMEF não tiver meios técnicos e humanos, “estaremos a condenar o país, a comprar lá fora tudo aquilo de que precisamos para os investimentos ferroviários”.
Fotografia de Paula Nunes
Fotografia de Paula Nunes

Catarina Martins considera que o governo apresentou o Plano Nacional de Investimentos já tardiamente, já que há uma série de projetos que estão atrasados. Nesse plano, no seu entender, deve estar “bem marcada” a importância da ferrovia”, que, em termos de “mobilidade, coesão territorial e por razões ambientais”, é “estrutural no plano de investimentos do país”.

Neste contexto, a “EMEF tem uma importância central”. “Se não lhe dermos meios técnicos e humanos, estaremos a condenar o país, a comprar lá fora tudo aquilo de que precisamos para os investimentos ferroviários”, vaticina. Com isto, “aumentamos o endividamento externo”.

Por isso, o Bloco propõe que o investimento ferroviário seja acompanhado pelo aumento da capacidade da EMEF.

A EMEF encontra-se numa situação em que está a perder muitos trabalhadores e não tem conseguido renová-los, razão pela qual tem cada vez menos meios humanos. Entretanto, pediu autorização para contratar mais e, ao abrigo do PREVPAP, vinculou cerca de 40 trabalhadores, conseguindo contratar ainda mais 62. Contudo, de acordo com a coordenadora do Bloco, só no ano passado, reformaram-se 102.

“É essencial que muito em breve a EMEF tenha capacidade de contratar mais trabalhadores”, afirma Catarina Martins, numa altura em que a CP tem uma frota de cerca de 50 anos.

Aumentar a capacidade da EMEF é, no entender da coordenadora do Bloco, fulcral para que o investimento na ferrovia não signifique mais endividamento externo.

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