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Domínio republicano chega ao fim no Congresso, mas mantém-se no Senado

Acabou o domínio de um único partido em Washington: com uma adesão superior ao previsto, o “referendo a Donald Trump” termina com vitória Democrata e um reequilíbrio do poder no Congresso dos EUA.
Domínio republicano chega ao fim no Congresso, mas mantém Senado
Foto de Keith Jenkins/Flickr.

Nas eleições intercalares dos Estados Unidos da América, o Partido Republicano perdeu o controlo da Câmara de Representantes, mas mantém o domínio do Senado, tendo ganho pelo menos três novos lugares.

Embora não sejam resultados tão positivos quanto os inicialmente esperados pelos Democratas, mas correspondendo ao apontado pelas sondagens, as últimas projeções indicam que o Partido Democrata deverá conquistar 227 lugares, ficando os Republicanos com 208. 

No que às disputas de cargos de governador diz respeito, tudo indica que os Democratas deverão ganhar mais oito Estados, ampliando assim a vantagem de 16 Governadores que já tinham face aos Republicanos. 

A adesão às urnas foi superior à de eleições anteriores, com 114 milhões de eleitores a participar naquilo que o Presidente Donald Trump tinha qualificado como um referendo a si mesmo. Estas eleições intercalares foram também marcadas não só por um reequilíbrio do poder, mas um aumento da diversidade entre os eleitos. Foram eleitas 116 mulheres: 95 entre 435 congressistas na Câmara dos Representantes e 23 em 100 senadores - 38 destas são negras.

O fim do domínio Republicano representa agora um desafio para a Administração Trump que terá de escolher entre aumentar uma guerra entre partidos ou procurar consensos no Congresso. Por agora, sabe-se que qualificou os resultados como um “tremendo sucesso”. 

O Partido Democrata já tinha afirmado durante a campanha que, se recuperasse a maioria no Congresso, iria tudo fazer para travar as políticas Republicanas nas áreas da saúde, imigração e reforma fiscal. As bandeiras de Trump, como a construção de um muro na fronteira com o México, que continua a aguardar financiamento, ficam agora mais difíceis de alcançar. 

Embora o debate sobre a imigração, muito impulsionado pela caravana de migrantes que se desloca desde a América Central em direção aos EUA, tenha marcado a campanha destas eleições intercalares, parece ser a saúde a principal preocupação dos eleitores. Apesar de ter contado com dois anos de domínio Republicano, não foi possível a Donald Trump revogar a reforma da saúde de Barack Obama, popularmente conhecido como Obamacare. Com o reequilibro de poder alcançado nas eleições de ontem, a negociação mostra-se agora ainda mais difícil. 

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