Discriminação no programa Inov-social

14 de outubro 2010 - 18:51

Bloco de Esquerda denuncia despedimento de formanda inserida em estágio do programa Inov-social por ser portadora de doença crónica.

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O Inov-Social é um programa promovido, gerido, financiado e executado pelo IEFP

O Bloco de Esquerda questionou, esta quinta-feira, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre a “cessação de contrato de formação em posto de trabalho”, no âmbito do INOV-Social, de uma formanda com Esclerose Múltipla (EM).

O acordo de cessação firmado entre a formanda e a ASCREDNO, Associação Social, Cultural, Recreativa e Desportiva de Nogueiró, entidade empregadora, especifica que “por decorrência da deficiência de que a Primeira [outorgante] é portadora – esclerose múltipla” não estariam a ser “cumpridos os objectivos mínimos pretendidos”.

O Bloco de Esquerda, tendo em conta que o INOV-Social é “um programa promovido, gerido, financiado e executado pelo Instituto do emprego e Formação Profissional (IEFP), portanto inteiramente público”, interroga-se sobre qual a posição do Governo no que respeita a estes casos de manifesta discriminação.

Na realidade, a Portaria que define as normas de funcionamento, acompanhamento e o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros do INOV-Social prevê, inclusive, uma majoração de 20% do valor da comparticipação pública quando o estagiário seja uma “pessoa com deficiência”. Por outro lado, o programa prevê que se possam candidatar ao financiamento público previsto «as instituições da economia social, bem como as instituições que promovam a mediação sociocultural, e a inclusão e combatam a pobreza e a exclusão social”.

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