O MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, informou que nesta sexta-feira a sua dirigente regional em Tucuruí, no Estado do Pará, Dilma Ferreira Silva foi assassinada junto à sua família. O movimento comunicou que foram também outros militantes mas não divulgou de quantas pessoas se trata e que não conhece os motivos do crime.
No comunicado emitido pelo movimento, o assassinato é referido como “mais um momento triste para a história dos atingidos por barragens que no dia de hoje celebravam o dia internacional da água”. O MAB exige “apuração rápida deste crime e medidas de segurança para os atingidos por barragens em todo o Brasil”.
O MAB é “um movimento nacional, autónomo, de massa, de luta, com direção coletiva em todos os níveis, com rostos regionais, sem distinção de sexo, cor, religião, partido político e grau de instrução”. Classifica-se como “um movimento popular, reivindicatório e político” cuja “prática militante é orientada pela pedagogia do exemplo”. Organiza-se a partir de grupos de base das famílias ameaçadas ou atingidas por barragens. Está presente em 19 Estados brasileiros.
No Tucuruí, o MAB reivindica os direitos das 32 mil pessoas deslocadas devido à construção da barragem no rio Tocantins. Há 30 anos que lutam pelos seus direitos.