O tráfico de influências em benefício dos eleitos e dos pares e lordes tem origem em empresas, governos e lóbis de países tão variados como a China, Marrocos, Azerbaijão, Formosa, Tailândia, Israel, Liechtenstein, além de grandes empresas britânicas e multinacionais como a BT Global Services, AstraZeneca, Glaxo Smith Kline.
As ações detetadas pela investigação do jornal, que se realiza pelo segundo ano consecutivo, incluem donativos, serviços, viagens, fornecimento de produtos e géneros tanto ao nível individual como de grupos de deputados. As verbas de 2011 superam as de 2010 em mais de 220 mil euros.
Entre os serviços figuram acções de consultadoria envolvendo poderosas instituições de lóbing e organizações de apoio, designadamente associadas à Igreja Católica.
Os deputados e lordes são obrigados por lei a declarar donativos, mas isso não implica que sejam revelados serviços, viagens, doações em géneros, patrocínios.
Heather Brooke, ativista da área da liberdade de informação citada pelo The Guardian, afirma que "atualmente, devido à opacidade com que se processa o encaminhamento de fundos, grupos de deputados permitiram que se tenha criado a perceção de lóbi por baixo da mesa; se querem ser olhados como partes respeitáveis do Parlamento deverão fornecer mais informação sobre as suas actividades e fundos recebidos; se não estão disponíveis para proceder de forma transparente temos o direito de nos interrogar sobre o que têm realmente a esconder".
David Miller, professor da Universidade de Bath e diretor do grupo de cidadania Spinwatch explicou ao mesmo jornal que "existem muitas maneiras de fazer chegar dinheiro a grupos formados por deputados de todos os partidos e nenhuma delas é particularmente transparente".
Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu