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"Devolver rendimentos, cumprir os direitos constitucionais ameaçados pelo anterior governo"

Jorge Costa criticou a direita porque deixou em Bruxelas uma proposta com mais 800 milhões de euros em impostos do que o orçamento que agora se está a discutir, tendo ainda sublinhado que a "lista de medidas do PSD e do CDS de tão amigas das famílias e da classe média está no caixote do lixo da história".

Ao elencar as medidas do PSD e do CDS, o deputado bloquista lembrou que este previa menos 680 milhões de euros se se tiver em conta os cortes previstos nas pensões e o congelamento do salário mínimo nacional.

Por outro lado disse, “as taxas moderadoras custariam aos utentes do serviço nacional de saúde mais 140 milhões de euros”.

Por outro lado, Jorge Costa lembrou que “a direita pretendia manter a proteção do IMI para os fundos de investimento e no fim de contas retirava às famílias 2 mil milhões de euros”.

“ Esta lista tão amiga das famílias e da classe média está no caixote do lixo da história”, disse tendo-se interrogado: “ Como pode vir a direita a este debate com a crítica à falta de estratégia depois de quatro anos em que falhou cada compromisso de seu programa eleitoral, falhou cada objetivo que veio anunciando?”

“Ao governo que sob a batuta da troika deixou o país com uma dívida maior do que alguma vez teve, como pode chegar a direita aqui e falar em estratégia? Com pode o partido do contribuinte falar em estratégia quando propôs ao longo de cada ano em que esteve no governo mais e mais impostos?”.

E finalmente, Jorge Costa deixou ainda a seguinte pergunta :“ como pode o PSD falar em estratégia quando se submeteu ao maior delírio da sua história, mas agora agora quer encenar uma cura de desintoxicação social democrata?”

"Há aqui, se querem falar em estratégia, uma maioria que faz aquilo a que se comprometeu em coerência com o que cada um destes partidos se comprometeu nas eleições”, disse Jorge Costa.

“No cenário de instabilidade mantém ou não o compromisso de, enfrentando a necessidade de medidas não previstas neste orçamento, respeitar o princípio da reposição de rendimentos, de não haver nova sobrecarga sobre as pensões, rendimentos do trabalho e sobre bens essenciais?”, questionou Jorge Costa

E acrescentou que esse compromisso passa por “devolver rendimentos, cumprir os direitos constitucionais que o anterior governo ameaçou”.

Por fim, o deputado bloquista falou nas medidas especiais tendo referido o contexto de "grande instabilidade financeira mundial", a dinâmica de "desagregação" do projeto europeu que está à vista na forma como está a ser gerida a crise dos refugiados, o processo do Reino Unido ou ainda a forma como o diretório extremista que tem comandado oos destinos da Europa encara cada uma destas crises.

“A economia portuguesa mantém as suas vulnerabilidades essenciais na questão da dívida, na vulnerabilidade do desemprego estrutural”, disse.

Neste quadro, dirigindo-se ao primeiro-ministro questionou: “ No cenário de instabilidade mantém ou não o compromisso de, enfrentando a necessidade de medidas não previstas neste orçamento, respeitar o princípio da reposição de rendimentos, de não haver nova sobrecarga sobre as pensões, rendimentos do trabalho e sobre bens essenciais?”

“No caso de uma dificuldade, de medidas extraordinárias, este sentido estratégico que dá cimento a esta maioria que deve prevalecer, é também o seu entendimento?”, interrogou o deputado do Bloco.

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