Entre abril e junho deste ano, houve 87 processos de despedimento coletivo que afetaram 1.126 trabalhadores de acordo com os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho. O número é elevado e só superado, nos últimos tempos, pelo último trimestre de 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando houve 177 processos de despedimento coletivo afetando 2.056 trabalhadores.
Quando este trimestre com o do ano passado, houve um aumento de 19% no número de processos de despedimento coletivo. Se as contas forem feitas ao número de trabalhadores, este crescimento é ainda mais expressivo: 62% face a igual trimestre do ano passado e 51% face ao trimestre anterior deste ano.
Por setor, são o trabalhadores das indústrias transformadoras os que mais têm sofrido com este de despedimento, seguidos pelos trabalhadores do comércio por grosso e a retalho, as atividades de consultoria e dos serviços de apoio. E são as micro e pequenas empresas que mais recorrem a este tipo de despedimento.
Por género, há mais mulheres a serem vítima de despedimentos coletivos. No passado mês de junho foram 58% do total.
Quanto aos motivos, o principal é a redução de pessoal (50%), vindo depois o encerramento definitivo da atividade (48%), com o encerramento de departamentos a ficar muito longe (2%).
Se as contas forem feitas em termos semestrais, entre janeiro de junho houve 190 despedimentos coletivos que se comparam com os 148 do primeiro semestre de 2022 ou com os 182 do segundo semestre, um aumento de 28% em termos homólogos e de 4% em cadeia.
Destes, 82 foram em pequenas empresas, 70 em microempresas, 29 em empresas médias e 9 em grandes empresas. As regiões em que mais se despediu desta foram foram Lisboa e Vale do Tejo (90) e Norte (65).