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Derrame de petróleo é “o pior desastre ecológico” dos últimos anos, diz governo do Peru

Executivo peruano insta a empresa Repsol a atuar com urgência na limpeza do derrame, que aconteceu quando um navio descarregava combustível para a refinaria La Pampilla, daquela empresa. O desastre ocorreu na sequência do tsunami provocado pela erupção vulcânica no arquipélago de Tonga.
Derrame de petróleo numa praia do município de Ventanilla, no norte de Lima – Foto Epa/Lusa
Derrame de petróleo numa praia do município de Ventanilla, no norte de Lima – Foto Epa/Lusa

O derrame de petróleo deu-se no sábado passado, 15 de janeiro, quando um navio descarregava petróleo para a refinaria La Pampilla, da empresa espanhola Repsol.

O governo do Peru exigiu à Repsol que atue “com urgência” na limpeza do derrame de petróleo, esta quarta-feira, 19 de janeiro, quatro dias depois do desastre ter ocorrido. O governo considerou que o derrame de cerca de 6.000 barris de petróleo bruto é “o pior desastre ecológico” dos últimos anos. E, questiona se a Repsol minimizou inicialmente o derrame na província da Callao, horas depois da erupção vulcânica e do tsunami no arquipélago de Tonga.

A primeira-ministra peruana, Mirtha Vásquez, deu a conhecer que nas conversações com a espanhola Repsol, esta empresa apontou para uma pequena fuga e não lançou alertas públicos para que a população pudesse tomar medidas, como evitar frequentar praias, refere a Lusa.

Mirtha Vásquez disse que “a quantidade exata não foi informada e a magnitude desta fuga não foi determinada” e acrescentou que a Repsol não tem um plano de contingência e que já foi contratada uma outra empresa para fazer a recuperação ambiental.

A primeira-ministra do Peru exigiu à Repsol que tenha “uma ação urgente de contenção e recuperação do hidrocarboneto”, bem como o “transporte de resíduos perigosos com prazos de execução não superiores a dez dias”. “É preciso exigir à empresa que tome alguma ação concreta o mais rapidamente possível”, frisou e explicou que a Repsol enfrenta uma possível sanção financeira e ações civis, na sequência da abertura de investigações pelo executivo peruano e pelo Ministério Público, por alegada contaminação ambiental.

Segundo Mirtha Vásquez, o Organismo de Avaliação e Fiscalização Ambiental do Peru (OEFA) já elaborou uma primeira notificação à Repsol por “informação imprecisa” emitida desde o início do derrame.

O presidente Pedro Castillo formou um comité de crise para trabalhar em conjunto com os Ministérios do Ambiente, Agricultura, Defesa, Produção, Energia e Minas e Negócios Estrangeiros, com o objetivo de garantir que "este desastre tenha um mecanismo de contenção muito mais rápido".

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