Covid-19: OMS pede cooperação para plano mundial de vacinas

18 de agosto 2020 - 20:01

A OMS apelou esta terça-feira a que os países cooperem num pacto global de vacinas contra a covid-19. A pandemia atinge cada vez mais pessoas nas faixas etárias entre os 20 e os 40 anos.

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Vacina covid-19
Foto de André Luiz D. Takahashi | Flickr

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançou um apelo aos países que integram a organização para que cooperem num pacto mundial de vacinas contra a covid-19 em vez de competirem entre si. O responsável da OMS alertou que se houver países a açambarcar os stocks disponíveis e a excluir os restantes, a crise pandémica será mais grave para todos.

A OMS deu até 31 de agosto para que os países que queiram se juntem ao “COVAX Global Vaccines Facility” e assim os países mais ricos possam ajudar os países mais pobres a obter a vacina. Foi feito o pedido aos 194 países membros da OMS.

Citado pela Reuters, Tedros Ghebreyesus refere que “precisamos evitar o nacionalismo da vacina” e acrescenta que “partilhar recursos finitos de forma estratégica e global é o que na verdade é do interesse nacional de cada país”.

A Comissão Europeia já deu indicações ao Estados-membros para contornar a iniciativa da OMS, alegando preocupações com a velocidade e os custos do processo.

Até ao momento, o COVAX juntou 92 países em desenvolvimento e 80 países desenvolvidos, um número que pouco mudou desde o mês passado. Bruce Aylward, líder da iniciativa ACT Accelerator da OMS para acelerar o diagnóstico, medicamentos e vacinas da covid-19, afirma que “tivemos mais e mais discussões com grupos cada vez mais amplos para trabalhar o que podem ser obstáculos à colaboração, nomeadamente questões de preço, de tempo e expetativas nacionais”.

Neste momento, existem mais de 150 vacinas em desenvolvimento e perto de 20 estão em fase de teste em humanos.

Agora, a preocupação da Organização Mundial de Saúde é a forte propagação da pandemia assente sobretudo nos assintomáticos e em camadas mais jovens, representando assim um perigo para os grupos mais vulneráveis. Takeshi Kaal, diretor regional da OMS para o Pacífico Occidental, afirma que “a epidemia está a mudar” e “as pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos estão a impulsionar a disseminação”.