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Coronavirus contagia bolsas mundiais, Itália decreta quarentena fiscal

A Europa assistiu à maior queda bolsista desde 2016 devido ao surto inesperado do coronavírus na Itália. Neste país, as obrigações fiscais foram suspensas nas zonas mais afetadas. Os Estados Unidos também não fugiram à tendência de quebra com as maiores perdas em dois anos nos mercados financeiros.
Corretor da Bolsa de Nova Iorque reage à descida das ações. Fevereiro de 2020.
Corretor da Bolsa de Nova Iorque reage à descida das ações. Fevereiro de 2020. Foto de LUSA/EPA/JUSTIN LANE.

Esta segunda-feira foi de quebra nos principais mercados financeiros. A explicação é o crescimento da epidemia do Covid19. O surgimento de casos no Irão, Coreia do Sul e Itália levantou preocupações de que se possa estar perante uma pandemia com efeitos económicos ainda mais significativos do que os já sentidos com as paralisações na economia chinesa que afetaram as cadeias de produção e distribuição em todo o mundo.

Agora, as medidas de quarentena adotadas em Itália fizeram temer que algo semelhante se replique na terceira maior economia da eurozona.

Neste país, surgiram inesperadamente 220 pessoas contaminadas e houve sete mortes. Neste momento, há onze municípios, sobretudo na Lombardia e Veneza, sob fortes restrições. Pelo que o ministro da Economia, Roberto Gualtieri, decidiu suspender as obrigações fiscais de cidadãos e empresas nestas zonas. E um dos maiores bancos de Itália, o Unicredit, anunciou uma moratória de um ano para pagamento de hipotecas a residentes e empresas de áreas afetadas e empréstimos de emergência.

Face a isto os mercados financeiros reagiram negativamente. Em Wall Street as perdas bolsistas foram as maiores em dois anos com os investidores a deslocarem-se para apostas mais seguras com os títulos do Tesouro norte-americano, o dólar ou o ouro. Este viu o seu preço subir aos maiores níveis de há seis anos.

A Goldman Sachs baixou a previsão de crescimento dos EUA de 1,4% para 1,2% devido à situação internacional.

Na Europa o caso foi até pior. As bolsas conheceram os piores resultados desde 2016, altura em que a vitória do Brexit levou a descidas fortes. O índice bolsista europeu STOXX 600 teve uma descida de 3,8%, o italiano FTSE MIB uma de 5,4%, o FTSE 100 londrino de 3,3%, o DAX alemão de 4% e o CAC 40 francês de 3,9%.

Na Ásia, o índice SET, da Tailândia baixou 3,98%, o KOSPI de Seul 3,9%. As bolsas chinesas perderam pouco, uma vez que a situação neste país parece mais estabilizada, e a bolsa de Tóquio esteve encerrada.

Os maiores perdedores imediatos são do setor do turismo e das viagens. Em Londres, entre as ações mas penalizadas estiveram as da EasyJet cujo valor desceu 16%, o operador turístico Tui que perdeu 10 e a IAG, dona da British Airways que perdeu 9%.

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