Cordão humano de apoio à greve dos enfermeiros em Santarém

21 de agosto 2014 - 18:46

Uma centena de profissionais de saúde e utentes do hospital de Santarém realizaram um cordão humano de apoio à greve dos enfermeiros. Nesta sexta-feira, esta greve prossegue e realiza-se também uma greve no Algarve.

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Cordão humano de apoio à luta dos enfermeiros do Hospital de Santarém. Utentes e enfermeiros exibem um cartaz com as palavras "100.000 Utentes Sem Médico de Família no Distrito é Indigno! E o Resultado Desta Política!" Foto de Paulo Cunha/Lusa

Nesta quinta-feira, cumpriu-se o terceiro dia de greve dos enfermeiros do hospital de Santarém que lutam por mais recursos humanos na instituição e combatem as condições em degradação em que estão a trabalhar.

Segundo a agência Lusa, hoje realizou-se um cordão humano que juntou cerca de 100 pessoas, utentes e profissionais de saúde de apoio à luta.

A adesão dos enfermeiros do hospital de Santarém à greve atingiu no turno desta manhã os 82%, segundo Helena Jorge do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

"Os números de adesão à greve dos enfermeiros do Hospital de Santarém têm estado em crescendo e podem ser considerados como um sucesso, pela visibilidade dada aos problemas que afetam esta classe profissional, e pelo que refletem em termos de sintonia e partilha de preocupações, anseios e reivindicação de soluções por parte da tutela", declarou Helena Jorge à Lusa.

A dirigente sindical disse à Lusa que os dados da greve nos três dias "foram de 65% na terça-feira, 86% na quarta-feira e hoje, no turno da manhã, 82%".

Helena Jorge sublinhou ainda que os números "mostram claramente que as reivindicações dos enfermeiros são muito justas e muito necessárias", acrescentando que as mesmas "são sentidas e partilhadas por todos, desde os utentes, aos profissionais da saúde".

"Isso mesmo pôde ser hoje constatado com a presença de muitos utentes que se quiseram juntar a nós na realização de um cordão humano", observou a sindicalista, tendo frisado que "a luta não vai parar por aqui".

A greve foi convocada pelo SEP devido ao "incumprimento dos horários legais de trabalho” e pela “exigência de uma rápida admissão de mais profissionais naquela unidade de saúde e o pagamento do trabalho extraordinário".