Está aqui

Combustíveis: serviços mínimos abrangem 40% do abastecimento em Lisboa e Porto

Os serviços mínimos decretados por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas abrangem 40% do abastecimento de combustíveis aos postos da Grande Lisboa e do Grande Porto.
Fotografia: commons/wikimedia.org
Fotografia: commons/wikimedia.org

De acordo com o despacho que declara a situação de alerta até ao dia 21 de abril, os serviços mínimos garantem o abastecimento normal de combustíveis a hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos. Ou seja, este abastecimento acontecerá como se não houvesse greve.

De resto, estão abrangidas 30% das operações no transporte de granel, brancos e gás embalados, assim como o transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC “nos casos em que a acumulação de stocks de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos”.

Os serviços mínimos incluem também o transporte “estritamente indispensável às restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal”, para “garantir o funcionamento estável das unidades à carga mínima” e evitar riscos.

Em declarações à Lusa, Pedro Henriques, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), explicou que o único transporte de combustível que está a ser feito esta quarta de manhã é o do aeroporto e que o abastecimento dos postos de Lisboa e Porto previsto nos serviços mínimos apenas começa ao meio-dia. O sindicato prevê ainda que os transportes públicos esgotem os 40% do abastecimento de combustível de Lisboa e Porto. “A Carris e os STCP [Sociedade de Transportes Colectivos de Lisboa e Porto] vão esgotar os 40%, pois estão a ficar sem combustível e vão querer ser eles a abastecer e a população vai ficar na mesma sem combustível”, terá afirmado.

A greve dos motoristas de matérias perigosas foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

Ainda na terça, o governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos. Numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

Termos relacionados Sociedade
(...)