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Chomsky: Prisão de Assange é "escandalosa" e destaca o alcance extraterritorial dos EUA

Em entrevista ao Democracy Now, Noam Chomsky afirmou que “a prisão de Assange é escandalosa em vários aspetos”. Um deles é o papel de vários governos no sentido de silenciar o ciberativista. Outro é o controlo que os EUA têm sobre o que se passa noutras partes do mundo.
Noam Chomsky - Foto de Andrew Rusk/flickr.

Países como os Estados Unidos da América, o Reino Unido, o Equador ou a Suécia uniram esforços para “silenciar um jornalista que estava a produzir materiais que as pessoas no poder” não queriam que fosse do conhecimento do público em geral, afirmou o ativista político norte-americano.

“Esse é o tipo de coisa, o tipo de escândalo, que acontece, infelizmente, de novo e de novo”, frisou.

Chomsky deu o exemplo também da prisão de Lula, condenado a um “confinamento solitário, essencialmente uma sentença de morte, 25 anos de prisão, proibido de ler jornais ou livros e, crucialmente, impedido de fazer uma declaração pública - ao contrário dos assassinos em massa no corredor da morte”.

“Isso, a fim de silenciar a pessoa que provavelmente venceria a eleição. Ele é o prisioneiro político mais importante do mundo. Ouvimos alguma coisa sobre isso?”, questionou.

De acordo com o linguista e filósofo, “Assange é um caso similar”, é alguém que tem de ser silenciado. Avançando ainda com o exemplo da prisão de Antonio Gramsci, pelo governo fascista de Mussolini, Chomsky assinalou que “Isso é Assange. Esse é o Lula. Existem outros casos. Esse é um escândalo”.

O que também é “chocante” no entender de Noam Chomsky é “o alcance extraterritorial dos Estados Unidos”, o controlo que o país tem sobre o que os outros estão a fazer noutras partes do mundo.

“É uma situação estranha” que acontece a todo o momento, realçou.

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