Está aqui

China: Polícia detém líder estudantil no aniversário de Mao

A polícia da capital chinesa deteve na passada quarta-feira o chefe de um grupo de estudos marxistas da Universidade de Beijing, quando ia participar numa comemoração do aniversário do nascimento de Mao Zedong.
Mao Xinyu (terceiro a contar da esquerda), neto de Mao Zedong, e outros familiares do líder da Revolução Chinesa – Foto de domínio público
Mao Xinyu (terceiro a contar da esquerda), neto de Mao Zedong, e outros familiares do líder da Revolução Chinesa – Foto de domínio público

O líder da Revolução Chinesa, Mao Zedong, nasceu a 26 de dezembro de 1893, tendo-se comemorado na passada quarta-feira os 125 anos do seu nascimento.

Nesse dia, 26 de dezembro de 2018, Qiu Zhanxuan, presidente da sociedade marxista da Universidade de Beijing foi preso pela polícia, segundo noticiou o site Radio Free Asia.

"Hoje de manhã, o presidente da Sociedade Marxista na Universidade de Beijing foi brutalmente tirado do campus por um punhado de homens não identificados e violentamente arrastado para dentro de um carro preto pertencente ao Departamento de Segurança Pública!", denunciou o Grupo de Solidariedade Maoista com os Trabalhadores da Jasic, na sua conta no Twitter.

Qiu Zhanxuan ia participar numa comemoração do 125º aniversário do nascimento de Mao Zedong e foi detido depois de ter sido avisado para que a iniciativa não se realizasse. A detenção ocorre depois das autoridades chinesas terem proibido o grupo de estudo e de terem fechado grupos semelhantes em várias outras universidades, após os estudantes terem apoiado um movimento de sindicalização dos trabalhadores da fábrica da Jasic Technology em Shenzhen.

Enquanto Qiu era detido, o grupo de solidariedade lançou uma campanha pela libertação de dezenas de ex-trabalhadores da Jasic, coincidindo com a comemoração dos 125 anos do nascimento de Mao Zedong. Em várias perseguições policiais durante vários meses - em julho (27), agosto (24), setembro (9), novembro (9 e 11) - foram presos dezenas de trabalhadores e estudantes, dos quais 32 continuam presos ou desaparecidos, tendo quatro deles sido acusados de “reunir uma multidão para interromper a ordem social”, segundo a Human Rights in China (HRIC).

(...)