Depois de Fidel Castro ter dito que a Nato se prepara para invadir a Líbia, sem denunciar as atrocidades de Kadhafi, e de Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, ter manifestado solidariedade com a Líbia “com o 'irmão' Kadhafi à frente”, Hugo Chávez manifestou apoio ao governo líbio.
Na passada sexta feira, Hugo Chavez publicou no twitter a mensagem “Vamos Canciller Nicolás [ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela]: dales otra lección a esa ultraderecha pitiyanqui! Viva Libia y su Independencia! Kadafi enfrenta una guerra civil!!”
Neste sábado, o presidente da Venezuela disse que o seu governo é “amigo de Kadhafi”, que isso não significa que “estou a favor ou aplaudo qualquer decisão que tome um amigo meu em qualquer parte do mundo, mas que “sim apoiamos o governo da Líbia, a independência da Líbia”.
Chávez disse ainda na Telesur: “Queremos a paz para a Líbia, a paz para todos os povos do mundo e temos que nos opor frontalmente às pretensões intervencionistas”.
O presidente da Venezuela disse que não conseguiu falar com Kadhafi “nestes dias”, mas “citando o camarada Fidel” condenou a “manipulação mediática” dos acontecimentos na Líbia.
Hugo Chávez afirmou: “Na Líbia há um grande problema, mas temos de recusar o tratamento mediático. De imediato chega a condenação como me condenaram a mim em 2002, dizendo que Chávez mandou massacrar o povo”.
O presidente da Venezuela criticou os “que condenam a Líbia mas ficam calados perante os bombardeamentos de Israel, perante os bombardeamentos no Iraque” e afirmou: “nós rezamos pela Paz na Líbia. Nós temos posições muito firmes. Ninguém me pode acusar de ter duas caras”.