"A concentração estava prevista para o Centro Sul, passava pela ponte 25 de Abril e terminava em Alcântara. Agora inicia-se e conclui-se em Alcântara e todo o movimento rodoviário e transporte de pessoas para a manifestação se fará pelos acessos de Alcântara", indicou o secretário-geral da CGTP aos microfones da TSF.
O cancelamento da travessia a pé da ponte 25 de Abril foi anunciado após o Governo se ter mostrado irredutível na proibição da manifestação, invocando um conjunto de razões de segurança que nunca foram levantadas noutras iniciativas de tanto ou maior risco, como as maratonas que se realizam na Ponte 25 de Abril.
Em comunicado, a central sindical "apela à mobilização e participação de todos na travessia da ponte 25 de Abril, num protesto rodoviário forte, vibrante e de enorme vivacidade até à concentração final em Alcântara". A CGTP afirma que a proibição da travessia a pé é "uma decisão de natureza estritamente política", que ao ser assinada em conjunto pelo ministro da Administração Interna e o da Economia, veio revelar "a subordinação do Governo aos interesses privados da concessionária que explora a Ponte 25 de Abril".
A CGTP diz que o Governo "tenta forçar o confronto e encena a provocação", mas o que verdadeiramente teme "é o inevitável alargamento e intensificação do protesto e indignação populares, resultantes do impacto das novas e ainda mais brutais medidas de desastre económico e social, contidas na sua proposta de O.E. para 2014".