Em conferência de imprensa esta quarta-feira, a CGTP apresentou as conclusões da reunião do seu Conselho Nacional. Entre elas está a marcação de um marcha nacional para o próximo dia 8 de novembro em Lisboa no sentido de combater o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral.
A oposição a este pacote laboral leva a central sindical a admitir, no texto aprovado, a possibilidade de uma greve geral “num futuro próximo”. Aí se escreve que o conjunto de ações marcadas “farão crescer uma ampla frente de luta, que dará o devido combate aos ataques em curso e que se desenvolverá com todas as formas de luta que a situação imponha, incluindo a realização de uma Greve Geral, a levar a cabo num futuro próximo”.
Entre estas ações estão a realização de “plenários, de contactos, de greves e paralisações, de tribunas públicas e de ações de convergência” para “discutir com os trabalhadores os seus problemas concretos”. Para além disso, haverá um abaixo-assinado que deverá ser entregue ao primeiro-ministro.
Tiago Oliveira, secretário-geral da organização, afirma que se trata de “dar continuidade à luta” e enviar “uma mensagem clara ao Governo” para que este reverta “a sua posição relativamente ao pacote laboral” que considera um “assalto” aos direitos dos trabalhadores.
Para ele, a manifestação de sábado passado foi um “o primeiro passo” e haverá formas de luta “com o envolvimento crescente dos trabalhadores”, criando uma “ampla frente de luta” com o objetivo de fazer com que o executivo de direita acabe por retirar o anteprojeto de legislação laboral. A legislação atual, sublinha, “já penaliza a vida de quem trabalha” por exemplo condenando 54% dos jovens a uma “situação de precariedade laboral” e fazendo com que 1.900.000 trabalhadores tenham “horários de trabalho completamente desregulados”.