Lutas

CGTP: marcha contra pacote laboral a 8 de novembro, possível greve geral “num futuro próximo”

25 de setembro 2025 - 14:20

A central sindical pretende fazer crescer “uma ampla frente de luta” para se opor ao pacote laboral do governo de direita. A resolução do Conselho Nacional da estrutura abre a porta à realização de uma greve geral.

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Manifestação da CGTP contra o pacote laboral.
Manifestação da CGTP contra o pacote laboral. Foto da CGTP/Flickr.

Em conferência de imprensa esta quarta-feira, a CGTP apresentou as conclusões da reunião do seu Conselho Nacional. Entre elas está a marcação de um marcha nacional para o próximo dia 8 de novembro em Lisboa no sentido de combater o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral.

A oposição a este pacote laboral leva a central sindical a admitir, no texto aprovado, a possibilidade de uma greve geral “num futuro próximo”. Aí se escreve que o conjunto de ações marcadas “farão crescer uma ampla frente de luta, que dará o devido combate aos ataques em curso e que se desenvolverá com todas as formas de luta que a situação imponha, incluindo a realização de uma Greve Geral, a levar a cabo num futuro próximo”.

Entre estas ações estão a realização de “plenários, de contactos, de greves e paralisações, de tribunas públicas e de ações de convergência” para “discutir com os trabalhadores os seus problemas concretos”. Para além disso, haverá um abaixo-assinado que deverá ser entregue ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, secretário-geral da organização, afirma que se trata de “dar continuidade à luta” e enviar “uma mensagem clara ao Governo” para que este reverta “a sua posição relativamente ao pacote laboral” que considera um “assalto” aos direitos dos trabalhadores.

Para ele, a manifestação de sábado passado foi um “o primeiro passo” e haverá formas de luta “com o envolvimento crescente dos trabalhadores”, criando uma “ampla frente de luta” com o objetivo de fazer com que o executivo de direita acabe por retirar o anteprojeto de legislação laboral. A legislação atual, sublinha, “já penaliza a vida de quem trabalha” por exemplo condenando 54% dos jovens a uma “situação de precariedade laboral” e fazendo com que 1.900.000 trabalhadores tenham “horários de trabalho completamente desregulados”.