O “Inquérito à literacia financeira da população portuguesa” que visa “analisar os comportamentos e atitudes da população portuguesa relativamente a questões financeiras e apurar o seu nível de conhecimentos nesta área”, revela que, do universo total de inquiridos, apenas pouco mais de metade (52 %) confirmou fazer poupanças.
Dos restantes 48% por cento, 88% esclarece que os rendimentos de que dispõem não permitem qualquer tipo de poupança.
Os resultados divulgados pelo Banco de Portugal comprovam que grande parte das famílias portuguesas gasta a totalidade do seu orçamento nos gastos quotidianos, associados às despesas com habitação, alimentação, entre outras, sendo que, muitas vezes, acabam por recorrer a empréstimos para assegurar a sua liquidação.
Esta realidade implica que os portugueses estejam impossibilitados de fazer face a despesas inesperadas, nomeadamente com problemas de saúde.
O inquérito, conduzido pela Eurosondagem, entre Fevereiro e Março de 2010, e que resultou de 2 mil entrevistas, revela ainda que cerca de 11 por cento dos inquiridos não tem sequer conta bancária, na sua grande maioria por não terem rendimentos que o justifiquem.
Em 2009, o Público já divulgara que existiam 243 mil famílias portuguesas sem contas bancárias.