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Centeno substituído por João Leão no Ministério das Finanças

Reagindo à mudança do titular da pasta das Finanças, a deputada Mariana Mortágua afirmou que se trata de uma “solução de continuidade” e que o Bloco continua empenhado em negociar o Orçamento Suplementar.
João Leão (ao centro) fala com Mario Centeno durante um debate parlamentar em janeiro. Foto de António Pedro Santos / Lusa

O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira a saída do ministro Mário Centeno da pasta das Finanças, sendo substituído pelo atual Secretário de Estado do Orçamento, João Leão.

A tomada de posse vai realizar-se na próxima segunda-feira de manhã, depois de ser comunicada ao Eurogrupo a substituição de Mário Centeno, que já anunciou não se recandidatar ao cargo de presidente do Eurogrupo.

Mário Centeno abandona o Governo após ter terminado a sua última tarefa, o Orçamento Suplementar, que foi aprovado esta terça-feira em Conselho de Ministros. Além da mudança de ministro, há mexidas nos secretários de Estado: Ricardo Mourinho Félix deixa o cargo de Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, e Álvaro Novo abandona a secretaria de Estado do Tesouro.

Na comunicação ao país, o primeiro-ministro afirmou que esta substituição significa uma continuidade da política, visto que João Leão integra a equipa das Finanças desde 2015, e foi o responsável da política orçamental no Governo nos últimos 5 anos.

Bloco empenhado na negociação do Orçamento Suplementar

Mariana Mortágua reagiu na Assembleia da República a este anúncio do Primeiro-Ministro. “É uma solução de continuidade. Para o Bloco de Esquerda importa neste momento, não a discussão de nomes em particular, mas sim a discussão das políticas, e a discussão do documento que é importantíssimo para o futuro do país, que é o Orçamento Suplementar”.

Neste sentido, a deputada pretende “continuar as negociações” que o Bloco já teve com o Governo, e que estas “incidam sobre as prioridades” para o país: o reforço do Serviço Nacional de Saúde, o rendimento dos trabalhadores, nomeadamente os independentes e informais e os que se encontram em lay-off, a resposta às pessoas que irão ver as moratórias sobre a habitação terminar, pondo em risco os seus alojamentos.

Mariana Mortágua falou ainda da necessidade de medidas de justiça, que deverão “incidir sobre as grandes empresas”. Estas medidas passam por um contributo das empresas com mais lucros, a preocupação de não distribuir dividendos aos accionistas neste momento, e também “um grande escrutínio sobre a banca”

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