As recentes conquistas do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros (LGBT), das quais se destaca o casamento entre pessoas do mesmo sexo, serão certamente motivo para celebração na 11ª edição da Marcha do orgulho LGBT, que arranca às 17hs do Jardim do Príncipe Real, em Lisboa. Por outro lado, a marcha também deve servir para recordar o longo percurso que o movimento ainda deve fazer na luta contra a discriminação e pela conquista de direitos.
Mais de 18 entidades juntam-se na organização da marcha, que conta com a presença da UMAR, do SOS Racismo, da Associação para o Planeamento da Família, das Panteras Rosa, da ILGA Portugal e dos Médicos pela Escolha. Pela primeira vez juntam-se também entidades como o Núcleo LGBT da Amnistia Internacional Portugal e o Grupo de Trabalho Identidade X/Y, que integra o Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública.
Para Salomé Coelho, representante da UMAR, a marcha “vai ser um momento para celebrar as recentes conquistas e para recordar que ainda há muitas outras por fazer, nomeadamente no que diz respeito à parentalidade e co-parentalidade e à adopção”. Salomé afirmou ainda que “a crescente visibilidade das questões das pessoas LGBT também promove uma maior aceitação e uma maior consciência” de que a diversidade sexual é “um direito humano” lembrando que é preciso denunciar o facto de existirem ainda sete países em que a homossexualidade é punida com pena capital, e que em 93 outros qualquer pessoa pode ser julgada e punida com multa ou prisão por ser lésbica, gay, bissexual ou transgénero.