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Cavaco mantém o governo e desiste de eleições em 2014

Presidente insiste que a sua solução de acordo de salvação nacional entre os três partidos que subscreveram o Memorando era a melhor, mas diz que não recrimina nenhum partido pelo fracasso. Volta a rejeitar as eleições antecipadas, e decide manter o governo até o fim da legislatura, anunciando a intenção deste de apresentar uma moção de confiança.
Uma semana depois da sua intervenção, Cavaco Silva deixou tudo como dantes. Foto de Pedro Nunes, Lusa

Em declaração ao país, o Presidente da República insistiu que a solução que propôs era "a melhor para a resolução dos problemas nacionais" e lamentou que após seis dias de trabalho conjunto os três partidos não tenham alcançado o entendimento desejado, mas disse que não pretendia recriminar nenhum deles.

"Estou convicto de que cidadãos estão agora mais conscientes de um acordo entre os partidos que subscreveram memorando de entendimento", afirmou.

Continuação em funções do atual Governo

Passando depois a anunciar a sua decisão, o PR afirmou: "Considero que a melhor solução é a continuação em funções do atual Governo", anunciou, defendendo que "deve ser aprofundado o diálogo" entre as vários partidos e afirmando que o governo deve ser reforçado com a aprovação do Orçamento de 2014 e o seu mandato deve durar até o final da legislatura.

Referindo-se depois aos partidos da maioria parlamentar, Cavaco Silva disse que "é essencial que partidos da coligação estejam sintonizados de forma duradoura e inequívoca", salientando que o governo deve empenhar-se no "relançamento da economia e combate ao desemprego".

O presidente revelou ainda que foi informado pelo governo de que será apresentada uma moção de confiança no Parlamento.

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