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Catarina lamenta que PS alinhe em revisão da Constituição “a reboque do Chega”

Coordenadora bloquista lamenta que, no momento em que tivemos a notícia de que a redução dos salários líquidos só tem comparação com os anos da troika, e “quando a prioridade devia ser a resposta à inflação”, Governo e direita prefiram “mudar de assunto”.
Foto de José Sena Goulão/Lusa.

Catarina Martins lamentou que, no mesmo dia em que tivemos “a notícia de que a redução dos salários líquidos só tem comparação com os anos da troika”, fiquemos a saber que PS e PSD “aceitam discutir a revisão da Constituição num processo iniciado pelo Chega”.

“No momento em que se devia discutir o Orçamento do Estado, quando a prioridade devia ser a resposta à inflação, Governo e direita preferem mudar de assunto. É lamentável que assim seja”, vincou a dirigente bloquista.

Catarina considera lamentável que o PS faça a revisão constitucional "a reboque do Chega".

“O apelo que deixo é que o PS não apresente um projeto com os prazos do Chega e que, pelo contrário, permita que se faça primeiro o Orçamento do Estado com o debate público que merece, de que precisa e que respeita o país e as pessoas e que se inicie a seguir um novo processo de revisão constitucional”, defendeu Catarina Martins em declarações aos jornalistas.

Catarina frisou que “ninguém põe em causa a importância da revisão ordinária da Constituição que naturalmente acontece nesta legislatura”, assegurando que o Bloco “não faltará às suas responsabilidades” e que, caso o processo avance, apresentará o seu projeto.

“Mas será de todo em todo lamentável se o PS, que tem vindo a afirmar que quer fazer um certo cordão sanitário ao Chega, faça com que nesta legislatura a revisão ordinária da Constituição seja feita a reboque do Chega num momento em que estamos com um problema tão grave de inflação para resolver e em que nos devíamos centrar no orçamento do Estado que é o instrumento para responder à inflação e aos problemas da vida das pessoas”, criticou.

A coordenadora do Bloco de Esquerda destacou que, se “a direita que não tem nada para dizer sobre salários queira falar da revisão constitucional”, é também evidente que “o Governo, afogado em escândalos, decidiu correr atrás do Chega e ir também” a jogo.

“Este não é um processo sério. Não é a forma boa nem de iniciar um processo de revisão constitucional nem a forma boa de fazer o debate orçamental que devia ser neste momento central. Esta é uma manobra que desvia as atenções daquilo que é a decisão mais importante para o país que é situação da perda de salário líquido”, vincou.

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