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“Catarina e a beleza de matar fascistas” na reabertura do Teatro Nacional D. Maria II

Após mais de três meses de encerramento, o Teatro Nacional D. Maria II retoma a programação no dia 19 de abril com a peça de Tiago Rodrigues. No dia seguinte, sobe a palco “Tempo para refletir”, de Ana Borralho e João Galante.
“Catarina e a beleza de matar fascistas” na reabertura do Teatro D. Maria II / Fotografia: Teatro Nacional D. Maria II

“Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor?”: esta é a interpelação de partida para “Catarina e a beleza de matar fascistas”, da autoria de Tiago Rodrigues com interpretações de António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva e Sara Barros Leitão. 

“Esta família mata fascistas. É uma tradição antiga que cada membro da família sempre seguiu. Hoje, reúnem-se numa casa no campo, no Sul de Portugal, perto da aldeia de Baleizão. Uma das jovens da família, Catarina, vai matar o seu primeiro fascista, raptado de propósito para o efeito. É um dia de festa, de beleza e de morte. No entanto, Catarina é incapaz de matar ou recusa-se a fazê-lo. Estala o conflito familiar, acompanhado de várias questões. O que é um fascista? Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor? Podemos violar as regras da democracia para melhor a defender? Entretanto, surge por vezes o fantasma de uma outra Catarina, a ceifeira Catarina Eufémia que foi assassinada em 1954 em Baleizão durante a ditadura fascista. Catarina Eufémia aparece durante a noite, enquanto a família dorme, para conversar com o fascista de 2028 que aguarda o seu destino”, pode ler-se na sinopse deste espetáculo. 

Esta peça, estreada em setembro de 2020 em Guimarães, estará em cena na reabertura do Teatro Nacional D. Maria II, de 19 a 26 de abril; segue depois para uma digressão internacional.

No dia 20 de abril sobe a palco “Tempo para refletir”, de Ana Borralho e João Galante; esta peça propõe um dispositivo de reflexão e meditação sobre a morte em vida, sobre morrer e voltar a viver, como uma experiência fora-do-corpo.

Nos dias 29 e 30 de abril estará em cena, na sala Garrett, “Please, please, please” de La Ribot, Mathilde Monnier (que também interpretam) e Tiago Rodrigues.

Programação nos próximos meses

Entre 10 e 20 de junho estará em cena “Aurora negra”, o espetáculo que venceu a segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço e abriu a temporada 2020-2021 do teatro. 

“O bom combate”, uma encenação de Edna Jaime vinda de Moçambique, é apresentada na sala Estúdio a 6 e 7 de maio, e de 7 a 9 de maio decorrerá, nas duas salas do teatro, o festival Panos.

“Top girls”, um texto de Caril Churchill com encenação de Cristina Carvalhal, estará em cena na sala Garrett de 20 de maio a 05 de junho, enquanto “Distante”, outro texto da autora britânica, com encenação de Teresa Coutinho, será apresentado, de 20 de maio a 6 de junho, na sala Estúdio.

A 8 de junho, nas salas Garrett e Estúdio, será apresentado o festival PT.21, com direção de Rui Horta. 

“Bajazet, considerando o teatro e a Peste”, um texto de Jean Racine e Antonín Artaud adaptado e encenado pelo alemão Frank Castorf, sobe ao palco da sala Garrett, dias 9 e 10 de junho.

A 17 e 18 de junho, a sala maior do D. Maria II apresenta “Achas para a fogueira”, um espetáculo do francês Antoine Defoort.

Na sala Estúdio, de 18 a 20 de junho, estará em cena “Nós/nous”, um projeto internacional que pretende aprofundar o intercâmbio da cultura teatral entre França, Galiza e Portugal, pensando-o como um território cénico comum, numa encenação de Thierry Jolivet.

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