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Canadá: vendas online de canábis arrancam em outubro

O novo governo conservador da província de Ontário anunciou que não haverá monopólio estatal da venda em lojas, assegurando no entanto o circuito da venda online de canábis.
O ministro das Finanças do Ontario, Vic Fedeli, apresentou na segunda-feira o plano de legalização da canábis do novo governo conservador da província, acompanhado pela Procuradora Geral Caroline Mulroney.

Com a aprovação da legalização da canábis para fins recreativos no Canadá, as dez províncias do país ficaram com autonomia para definir o modelo de venda e regulação. No caso de Ontário, que acolhe quase 40% da população do país e a sua capital, Otawa, bem como a cidade mais populosa, Toronto, o modelo foi anunciado esta segunda feira pelo ministro das Finanças Vic Fedeli e pela Procuradora Geral Caroline Mulroney.

O recém-empossado governo conservador, que saiu vencedor das eleições de junho, quis deixar claro que “não estará no negócio das lojas físicas de venda de canábis”, optando por “trabalhar com as empresas do setor privado para construir um sistema de retalho seguro e confiável que possa desviar as vendas do mercado ilegal”. Esta posição contrasta com o modelo defendido pelos liberais, que governaram a província até junho passado. Ele passava pela instalação de 150 lojas geridas pelas autoridades públicas até 2020.

A mudança de modelo vai obrigar a mexer na lei aprovada em 2017 no parlamento da província, o que só deverá acontecer após as eleições municipais de outubro. Mas já é certo que o circuito de venda online será gerido pela nova agência pública, a Ontario Cannabis Store, que servirá também de fornecedora das futuras lojas físicas. A canábis vendida a partir desta estrutura terá o selo de certificação que assegura aos consumidores — só maiores de 19 anos podem comprar canábis — que estão a adquirir no mercado legal.

A venda de canábis através da plataforma online deve arrancar no próximo dia 17 de outubro, enquanto as lojas físicas só deverão abrir ao público em abril de 2019. O governo promete ainda reprimir os atuais dispensários de canábis medicinal que vendam canábis ao público em geral, por entre queixas de muitos destes estabelecimentos instalados há vários anos de que estão a ser postos de lado pela legalização.

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