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Campo Pequeno comprado por Álvaro Covões e fundo de Pires de Lima e Sérgio Monteiro

Compra por feita por Álvaro Covões, diretor da Everything is New e Coliseu de Lisboa, e António Pires de Lima e Sérgio Monteiro, ex ministro e secretário de Estado do Governo de Passos Coelho. Associação ANIMAL já avançou com petição pelo fim das touradas no recinto.
Campo Pequeno comprado por Álvaro Covões e fundo de Pires de Lima e Sérgio Monteiro
Negócio foi feito por 37 milhões de euros. Foto de Federico/Flickr.

O negócio da compra do Campo Pequeno, em Lisboa, por 37 milhões de euros foi formalizado na passada semana. Venda foi feita ao empresário Álvaro Covões e ao fundo Horizon Equity Partners, de António Pires de Lima e Sérgio Monteiro. 

A arena do espaço, onde se realizam touradas e concertos, será gerida por Álvaro Covões, diretor-geral da sociedade promotora de eventos Everything is New e gestor do Coliseu de Lisboa (do qual a sua família é dona). 

Já o parque de estacionamento fica à responsabilidade do fundo Horizon Equity Partners de António Pires de Lima e de Sérgio Monteiro. António Pires de Lima foi ministro da Economia do Governo de Pedro Passos Coelho e é agora administrador executivo da Fundação Serralves e da Media Capital. Por seu turno, Sérgio Monteiro foi secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações do mesmo governo, tendo ficado associado às privatizações dos CTT e da TAP. O fundo Horizon Equity Partners está associado ao consórcio da Morgan Stanley nas torres de telecomunicações compradas à Altice. 

O negócio tinha sido divulgado no final do mês de outubro pelo jornal Eco. Álvaro Covões e o fundo Horizon Equity Partners venceram o concurso do Campo Pequeno depois da insolvência da Sociedade de Renovação do Campo Pequeno.

A compra, que terá sido feita por 37 milhões de euros, acontece depois da declaração de insolvência do espaço em 2014, que na altura tinha dívidas superiores a 100 milhões de euros (destes, 90 milhões eram ao BCP, noticiou o Eco). A insolvência aconteceu oito anos após a remodelação e reabertura do espaço em 2006. 

Na sequência da divulgação desta notícia por vários órgãos de comunicação social, a associação ANIMAL avançou com uma petição para pôr fim à realização de touradas naquele recinto. À altura da publicação desta notícia a petição contava com 3 194 assinaturas.

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