Caldas da Rainha: enfermeiros em greve protestam junto ao hospital

13 de fevereiro 2023 - 19:04

Dezenas de enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste reclamam a contabilização dos pontos para o reposicionamento da carreira e a integração dos 20 enfermeiros a recibo verde. São reivindicações semelhantes às de outras unidades que com greves agendadas para os próximos dias.

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Entrada do Hospital das Caldas da Rainha. Imagem Google Street View.

O protesto convocado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses teve lugar esta segunda-feira à porta do Hospital das Caldas da Rainha e fizeram-se ouvir as reivindicações que a administração tarda em satisfazer. Em particular a contabilização dos pontos com retroativos a 2018 para o reposicionamento da carreira. Apesar de na última reunião com a administração, este ter assumido “alguns compromissos de contabilização de pontos”, o delegado sindical Ivo Gomes disse À Lusa que esse compromissos “ainda não estão efetivados”.

Os enfermeiros fizeram uma greve de duas horas que contou com mais de 50% de adesão e afetou sobretudo os serviços de consulta externa, o bloco operatório e a urgência.

A integração dos enfermeiros com vínculos precários é outra exigência antiga destes profissionais e diz respeito a cerca de 20 enfermeiros que trabalham para o Centro Hospitalar do Oeste, nas unidades das Caldas e de Torres Vedras, há vários anos a recibo verde. “Para a vinculação definitiva, a administração precisa de ter o plano de atividades e orçamento aprovado e o Governo, pelos vistos, não está aceitar” o documento, explicou Ivo Gomes.

Além de “melhores condições de trabalho, valorização salarial e a luta por uma carreira digna” para os cerca de 750 enfermeiros das três unidades, o sindicato aponta a falta de 140 profissionais. Mas apesar da administração já ter solicitado a abertura do concurso, “o pedido foi negado”, refere o sindicalista, o que impossibilita o cumprimento do rácio enfermeiro/doente neste centro hospitalar que serve as populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), num total de cerca de 300 mil habitantes.

Greves prosseguem de norte a sul em fevereiro

Reinvindicações semelhantes têm estado na origem de greves e manifestações convocadas pelo sindicato de norte a sul do país nas últimas semanas. Esta terça-feira é a vez dos enfermeiros do Centro Hospitalar de Setúbal fazerem greve das 10 às 13h, na quarta serão os do Hospital da Figueira da Foz entre as 11 e as 13h, na quinta os do Centro Hospitalar do Médio Tejo entre as 10h e as 13h e na sexta os da ARS de Lisboa e Vale do Tejo e do centro hospitalar da Cova da Beira aos turnos da manhã e tarde.

Na próxima semana é a vez do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra na segunda-feira entre as 10h e as 13h, a ARS do Centro na quarta-feira e o Centro Hospitalar do Médio Tejo na quinta-feira, ambos nos turnos da manhã e tarde. Na sexta-feira, 24 de fevereiro, serão os enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu a paralisar no turno da manhã. Todas estas greves serão acompanhadas de concentrações de protesto àporta das respetivas unidades hospitalares.

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