Bloco questiona sobre Hospital de Leiria

08 de março 2019 - 22:51

O presidente da administração do Centro Hospitalar de Leiria demitiu-se na quarta-feira. O Bloco questionou o Ministério da Saúde sobre as razões que conduziram a esta decisão e denuncia problemas nas consultas externas e no serviço de urgências, fruto da falta de investimento.

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Foto de Paulete Matos

Há problemas nas consultas externas e no serviço de urgências do Centro Hospitalar de Leiria. São questões identificadas numa visita que o Bloco fez ao hospital de Leiria em 19 de fevereiro em que se constataram “longos tempos de espera nas urgências” e “subdimensionamento a nível de investimento e de profissionais” uma vez que este passou de servir 250 mil habitantes para cerca de 400 mil, uma vez que passou a ser o hospital de referência para mais concelhos, como é o caso de Pombal, Alcobaça e Ourém. A demissão do presidente do Conselho de Administração deste Centro Hospitalar foi apenas mais um sinal da dimensão destes problemas.

Heitor de Sousa, deputado eleito pelo distrito de Leiria, e Moisés Ferreira, responsável pela área da saúde, enviaram assim um conjunto de questões ao governo. Em causa está a “baixa execução do plano de investimentos” (21%). Sem esse investimento, alguns dos problemas já antes identificados neste Centro Hospitalar “agravaram-se”. E, para o Bloco, isto é “incompreensível, tendo em conta que o próprio ministro das Finanças ainda recentemente reviu o défice nacional em baixa”.

Para além disso, os deputado perguntaram ao governo ainda pela concretização da autonomia administrativa e financeira deste Centro Hospitalar que já tinha sido anunciada mas ainda não concretizada. Pergunta-se ainda se “essa autonomia permitirá ao CHL proceder à contratação de profissionais sem depender de autorização do Ministério da Saúde ou do Ministério das Finanças”.

Para o próximo ano, de forma a recuperar do investimento que não foi feito, o Bloco pensa que “o que se exige é que todo esse investimento que não aconteceu aconteça em dobro”, será a única forma de “recuperar da obsolescência dos equipamentos” e “poder ampliar a capacidade de respostas em áreas que estão identificadas como sendo os principais problemas do hospital de Leiria”.