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Bloco quer rendimento a 100% para pais que têm de ficar em casa

Após a reunião, por videoconferência, com o Presidente da República no âmbito da renovação do Estado de Emergência, Catarina Martins disse que precisamos “da responsabilização de todos, mas também de políticas públicas”.
Bloco quer rendimento a 100% para pais que têm de ficar em casa
Foto de Nuno Fox | Lusa

Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, esteve reunida esta quarta-feira por videoconferência com o Presidente da República no âmbito da renovação do Estado de Emergência. No encontro, em que participou também o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, foi discutida a atual situação pandémica que atravessa o país.

No final da reunião, a coordenadora bloquista falou aos jornalistas sobre alguns temas que levou à audiência com Marcelo Rebelo de Sousa. Começou por referir que a pandemia vai-se prolongar e para minimizar os danos na população precisamos “da responsabilização de todos, mas também de políticas públicas”. 

“O reforço do SNS e o reforço da capacidade de reter e contratar profissionais de saúde” é uma das medidas em que insiste a dirigente do Bloco. Mas também considera que as escolas devem estar preparadas para o ensino à distância, numa perspetiva do prolongamento da pandemia. E para que as creches, o ensino pré-escolar e o 1º ciclo possam reabrir em breve, serão necessários testes de rastreio e docentes e não-docentes, acrescentou.

“É importante que as crianças, sobretudo as mais jovens, retomem a atividade presencial mal seja possível, mas enquanto isto não acontece, os pais não podem estar em casa com dois terços do salário”, alertou Catarina Martins. Para a coordenadora nacional, “o lay-off já é pago a 100% e os pais que ficam em casa também devem ser pagos a 100%”.

Catarina chamou também a atenção para o aumento das contas de energia das famílias, “que já vão no 11º mês de crise”, nos meses de inverno. Também por essa razão “é necessário que o apoio seja a 100%”, defendeu.

Outra das preocupações do Bloco são as pessoas que perderam o emprego e que não o irão recuperar nos primeiros meses do ano. Para estes cidadãos “também é preciso acautelar estas situações”, acrescentou Catarina Martins.

“Lembramos que as pessoas cujo subsídio de desemprego acabou em dezembro ficaram sem apoio porque a renovação automática do subsídio é só para quem perdeu o apoio a partir de janeiro. Consideramos que esta é uma lacuna grave”, sublinhou Catarina.

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