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Trabalhadores informais sem apoios: "As pessoas não vivem de anúncios”, diz Catarina

Num encontro em Santo Antão do Tojal com trabalhadoras do circo, Catarina Martins afirmou que o Ministério da Cultura “aparentemente acha que este setor não existe”.
Catarina Martins reuniu com trabalhadoras do circo
Catarina Martins reuniu com trabalhadoras do circo - Foto de Andreia Quartau

À margem de uma reunião com trabalhadoras do circo que estão sem qualquer tipo de apoio, em Santo Antão do Tojal, no concelho de Loures, Catarina Martins referiu que “num momento tão difícil que o país atravessa, é normal que as atividades tenham que parar para diminuir os contágios, mas a paragem das atividades têm de vir acompanhada por apoios aos trabalhadores”.

Os trabalhadores do circo conseguem tirar o seu maior rendimento na época do Natal e estão praticamente há um ano sem trabalhar. “Há trabalhadores neste país, como trabalham numa situação muito precária, nunca conseguem ter acesso ao subsídio de desemprego ou aos apoios, são trabalhadores informais”, apontou a coordenadora do Bloco.

“Não são os trabalhadores que são culpados desta situação e não faz nenhum sentido deixar agora quem não pode trabalhar sem nenhum apoio”, disse Catarina Martins, e acrescentou que “o Governo anunciou apoios para os trabalhadores informais, mas esse apoio nunca chegou, foi teórico, as pessoas não vivem de anúncios”.

A coordenadora do Bloco deixou críticas ao Ministério da Cultura, especificamente sobre a situação dos trabalhadores do circo porque “aparentemente acha que este setor não existe”. Os apoios que foram anunciados para o setor da cultura deixam estes profissionais sem qualquer tipo de ajuda. “Isto é inaceitável”, considerou.

A dirigente bloquista anunciou que o partido vai continuar a bater-se para que “a Cultura seja vista na sua visão abrangente e não só para uns poucos. E por outro lado para que os trabalhadores informais tenham acesso ao apoio”. Catarina Martins quer a garantia que estes apoios sejam efetivamente dirigidos aos trabalhadores e não aos empresários e às empresas do setor.

“O que é preciso fazer é um programa para os trabalhadores informais que lhes garanta um apoio mínimo e ao mesmo tempo permita também às autoridades das condições do trabalho ter um mapa deste abuso laboral pelo país e acabar com ele. Este era o momento para acabar com o trabalho informal através destes dados”, sublinhou a bloquista.

Hoje conheci três artistas de circo que estão há quase um ano sem rendimento e sem acesso a qualquer apoio. Agradecem a...

Publicado por Catarina Martins em Quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

 

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