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Bloco quer plano de recuperação para o SNS, testagem e maior produção de vacinas

Após a reunião de peritos no Infarmed, Moisés Ferreira considera que é chegada a altura de terminar o estado de emergência e de criar com urgência um plano de recuperação da atividade que ficou suspensa no SNS.
Bloco quer plano de recuperação para o SNS, testagem e maior produção de vacinas. Fotografia: GPBE

Em declarações à comunicação social, na Assembleia da República, o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira afirmou que “Portugal está numa situação epidemiológica em que a incidência está relativamente controlada, o risco de transmissibilidade também está dentro dos padrões daquilo que é controlável, houve um aumento de mobilidade na sequência do desconfinamento mas não se registaram novos surtos, a vacinação está a funcionar”, reduzindo a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Tendo em conta esta realidade, Moisés Ferreira refere que “não nos parece que faça sentido manter o estado de emergência”, visto ser um “estado de exceção, onde existe a suspensão de direitos fundamentais e constitucionais” para fazer face a uma ameaça grave que “não parece estar a existir”.

O deputado apelou à testagem em grande escala e “de forma sistemática, até ao final da pandemia” e exortou o Governo a ser “uma voz mais forte na Europa, repudiando guerras comercias que estão a atrasar a entrega e produção e distribuição de vacinas”, considerando que é fundamental “que se ponha em cima da mesa o levantamento das patentes e as vacinas como bem público, para que elas cheguem a toda a gente.”

Plano de recuperação do SNS

Na sua intervenção, Moisés Ferreira apresentou também um repto ao Governo, “para que se faça uma contratação efetiva de todos os trabalhadores precários do SNS e para que seja feito um plano de recuperação para toda a atividade que ficou suspensa no SNS e que é muito urgente recuperar”. 

O deputado considera que o governo tem que dar resposta ao SNS e à atividade que ficou suspensa, considerando que “este é o momento de começar a recuperar de forma intensa a atividade do serviço nacional de saúde”. 

Moisés Ferreira lembrou que estão a acontecer situações que considera “contraproducentes e inexplicáveis”, como seja o despedimento de enfermeiros e enfermeiras no Centro Hospitalar Tâmega-Sousa. O deputado referiu que “não faz sentido” que o Governo considere que há profissionais que podem ser “descartáveis” quando há tanto trabalho pela frente no SNS.

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