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Bloco questiona despedimento de 60 enfermeiros em Penafiel e Amarante

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa prepara-se para despedir profissionais que estiveram na linha da frente de combate a Covid-19. Bloco de Esquerda discorda desta decisão e questiona o Governo.
Centro Hospitalar Tâmega Sousa vai despedir 60 enfermeiros. Fotografia: CHTS

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que integra o Hospital Padre Américo, em Penafiel, e o Hospital de Amarante, providencia cuidados de saúde hospitalares a mais de 128 mil pessoas. 

Este centro hospitalar prepara-se para despedir 60 enfermeiros e enfermeiras, que tinham sido contratados para colaborar no combate à pandemia de Covid-19. Entre os profissionais despedidos encontram-se 14 que trabalham no Serviço de Urgência. 

Em declarações ao Esquerda.net, o deputado Moisés Ferreira afirma que “é inaceitável que os profissionais de saúde sejam tratados como descartáveis. A pandemia continua ativa, a vacinação precisa de mais profissionais, a recuperação de atividade suspensa no SNS vai exigir imenso trabalho durante muito tempo. O lógico seria contratar todos os profissionais para ter capacidade de resposta a todos estes desafios.” 

Na pergunta endereçada ao Governo, o Bloco de Esquerda recorda que apresentou um projeto de lei tendo em vista a contratação definitiva de profissionais do Serviço Nacional de Saúde com vínculos precários, todavia, esta medida foi rejeitada.

“O Governo não pode continuar a poupar à custa da Saúde, não pode continuar a ser dos que menos gasta na Europa para responder à crise. Este é o momento para investir muito no SNS”, conclui Moisés Ferreira.

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