“Há uns meses, quando o ministro das Finanças e o ministro das Infraestruturas se juntaram para demitir a CEO e o chairman da TAP disseram ao país que o tinham feito de forma ponderada e com toda a base jurídica”, lembrou a dirigente bloquista.
Mariana acrescentou que “o que temos vindo a compreender, e esse é o problema original deste processo, é que essa demissão, mais do que uma decisão ponderada e preparada, foi mais uma guerra interna do Partido Socialista e que não defendeu o país”.
Sublinhando que não está a colocar em causa “o interesse e a justiça dessa demissão”, a deputada do Bloco questionou a a forma como esta foi feita.
“Depois de termos percebido que existiram passos nesse processo de demissão que não foram cumpridos, que essa demissão não foi preparada, foi requerido ao Governo que enviasse à Comissão de Inquérito e mostrasse ao país qual foi a preparação jurídica dessa demissão. É daí que nasce a ideia de um parecer que o Governo nunca desmentiu”, assinalou.
Mariana recordou ainda que “assistimos, entretanto, ao triste cenário de ter duas ministras do Governo, a número dois do Governo e a ministra dos Assuntos Parlamentares, na Assembleia da República, a dizer que não o enviam à Comissão de Inquérito nem o divulgam para proteger o interesse público e, um dia depois, de ter o ministro das Finanças a dizer que não existe qualquer parecer”.
A dirigente bloquista considera que existem “alguns elementos que é preciso serem denunciados”: “Em primeiro lugar, há ministras que mentiram” e, “em segundo lugar, temos uma contradição em que o ministro das Finanças desmente a número dois do Governo e a ministra dos Assuntos Parlamentares”, frisou.
Tendo em conta “a elevada quantidade de ministros envolvidos neste caso e as várias versões sobre este parecer, que afinal não existe”, Mariana defende que “seria importante que o primeiro-ministro pudesse esclarecer esta situação e dizer o que pensa sobre ela”.
A deputada do Bloco apontou que esta é uma “prioridade”, para que “possamos esclarecer este triste caso em que mais uma vez o Governo se enreda numa novela que era totalmente desnecessária”.