Bloco quer construir uma Maia diferente, mais igual e plural

11 de julho 2021 - 0:15

Habitação, carências sociais, ambiente e a diferença de desenvolvimento entre o centro da cidade e as restantes freguesias são algumas das prioridades avançadas pelo cabeça de lista bloquista à Câmara de Maia, Silvestre Pereira.

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Catarina Martins e Silvestre Pereira, o cabeça de lista do Bloco à Câmara Municipal da Maia. Foto de Andreia Quartau.
Catarina Martins e Silvestre Pereira, o cabeça de lista do Bloco à Câmara Municipal da Maia. Foto de Andreia Quartau.

O cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Maia, Silvestre Pereira, identifica a “diferença de desenvolvimento” entre o centro da cidade “onde vemos o betão a crescer” e as diversas freguesias como um dos problemas mais importantes do concelho. “Faz-nos revoltar” porque “falta fazer tanta coisa”, conclui ao analisar a evolução da zona ao longo dos anos.

Esta é uma das razões pelas quais “o Bloco de Esquerda é mais necessário do que nunca no poder autárquico” mas não é a única. O candidato avança também com o “controlo e transparência nas decisões de modo a conseguir uma maior justiça e equidade na distribuição de financiamentos de projetos para uma Maia mais igual”.

Outra das áreas que é uma aposta do partido é a habitação. Silvestre Pereira pensa que “a Maia é um dos concelhos da área metropolitana do Porto em que a especulação galopante tem tornado o acesso à habitação quase um luxo”. Ao mesmo tempo, o concelho “tem mais de cinco mil desempregados e a situação tende a agravar-se” pelo que é precisa “uma resposta essencial”. A proposto bloquista é no reforço “de um modo inequívoco” da habitação pública que “ajude a combater a especulação”. Num concelho com cerca de 4% de habitação social, apresenta-se o objetivo de elevar esta percentagem para os 6%.

O cabeça de lista do Bloco à Câmara da Maia dedicou também uma parte importante da intervenção de apresentação de candidatura às carências que a pandemia “fez emergir”. Para ele, estas exigem “respostas estruturantes e decisivas”, tendo apresentado dois exemplos. O primeiro é a carência de apoios aos mais idosos. Os lares que existem estão cheios e será preciso “construir um centro para idosos público que possibilite que todos aqueles que não têm capacidade financeira possam aceder”. O segundo é o apoio à infância propondo “construir um infantário público em cada uma das freguesias”.

Apelando ao voto no Bloco para “construir uma Maia diferente”, Silvestre Pereira destacou também como prioritárias as questões como “o controlo das indústrias poluentes e do trânsito rodoviário”-

Votar Bloco fará a diferença no aprofundamento da democracia e da transparência”

Antes dele falou Jorge Santos, o cabeça de lista do Bloco à Assembleia Municipal da Maia que começou por fazer o balanço de “42 anos de maiorias absolutas do PSD com ou sem a muleta CDS”, um “poder laranja omnipresente” que “tem vindo a censurar e a silenciar quaisquer manifestações de crítica ou oposição às suas políticas de amiguismos e negociatas e de opções que promovem o atraso e a desigualdade no concelho”.

Jorge Santos também referiu “o fosso”existente entre o centro do concelho e as freguesias mais afastadas “onde muito pouco mudou ao longo dos anos em termos de infraestruturas como transportes, parques habitacionais, acessos viários, equipamentos sociais”. O Bloco pretende combater esta realidade e “fazer chegar o transporte coletivo público a todo o lado, construir habitação acessível a todas as carteiras, combater sem estigmatizar a pobreza e as desigualdades, lutar contra a violência e a discriminação das mulheres, comunidades migrantes e pessoas LGBT, promover emprego com direitos, proteger o comércio local e os artistas afetados pela crise pandémica, garantir um ambiente mais saudável e equilibrado”. Quer-se ainda uma “cidade inclusiva” com respostas para as “pessoas com diversidade funcional” e que “não se esqueça de cuidar dos direitos dos animais”.

O candidato à Assembleia Municipal detalhou mais algumas das ideias do Bloco para o ambiente: áreas verdes “que sirvam toda a população”, “aposta na energia renovável e na renovação do parque automóvel do município”, um “rio Leça limpo para podermos usufruir da sua paisagem”, a modernização das ETAR e garantias que a Siderurgia Nacional “não continuará a encurtar as vidas dos moradores de São Pedro de Fins e Folgosa e a prejudicar o equilíbrio natural do ecossistema”.

O autarca teve ainda tempo para destacar mais algumas propostas como a defesa da implementação imediata da “tarifa social automática da água”, um “orçamento verdadeiramente participativo com uma verba atribuída digna desse título”, uma política fiscal que incentive a renovação urbana”.

Jorge Santos terminou com um apelo ao voto no Bloco porque este “fará a diferença no aprofundamento da democracia, da transparência, da participação direta dos cidadãos na vida da autarquia” e lutará “por uma Maia mais igual e mais plural”.