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Bloco propõe que investimento na saúde não conte para números do défice

Catarina Martins, no primeiro Encontro da Regionalização, falou do coronavírus, do enorme esforço que está a ser feito no SNS e anunciou que o Bloco vai propor no PE que o investimento na saúde "tenha a regra de ouro, ou seja, não conte para os números do défice". Propôs também que o governo antecipe as contratações previstas para o setor.

O primeiro Encontro da Regionalização do Bloco de Esquerda está a realizar-se este sábado em Coimbra. A coordenadora bloquista esteve presente e interveio sobre o coronavírus, sobre a “enorme pressão” a que está sujeito o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apresentou duas propostas. Numa segunda parte da sua intervenção falou de regionalização.

Investimento na saúde fora das metas do défice, vai propor o Bloco no PE

Catarina Martins revelou que o eurodeputado José Gusmão vai propor no Parlamento Europeu (PE) que o investimento na saúde não conte para as metas do défice de cada país, a nível da União Europeia (UE).

A coordenadora bloquista salientou que na UE está em curso um debate sobre flexibilização orçamental para investimentos na saúde, nos diversos países.

Primeiro Encontro Nacional de Regionalização do Bloco de Esquerda - Foto esquerda.net
Primeiro Encontro Nacional de Regionalização do Bloco de Esquerda - Foto esquerda.net

O eurodeputado bloquista José Gusmão, que é vice-presidente da Comissão da Assuntos Económicos e Monetários do Paralamento Europeu, vai propor que o investimento da saúde "tenha a regra de ouro, ou seja, não conte para os números do défice".

Catarina Martins sublinhou que proposta tem como objetivo “que o investimento na saúde, que é preciso fazer em todos os países europeus, neste momento, não seja travado por regras que são absurdas e têm vindo a dificultar o investimento em todos os países”.

“A saúde tem de ser uma prioridade, este é o momento de mudar as regras”, frisou a coordenadora bloquista, que apelou à colaboração "todos os outros partidos políticos e de todos os outros países".

Governo deve antecipar investimento e contratações na saúde

Em segundo lugar, e fazendo o caminho a nível europeu, é preciso que “aqui em Portugal o governo ‘não seja mais papista que o papa’, que o investimento na saúde não fique refém das metas do défice”, afirmou a coordenadora do Bloco.


Primeiro Encontro Nacional de Regionalização do Bloco de Esquerda - Foto esquerda.net

Catarina Martins defendeu que o investimento na saúde e em novos profissionais seja antecipado.

"E se no Orçamento do Estado nós aprovámos, este ano, o maior orçamento para a saúde, com mais investimento e mais profissionais, é antecipar. Antecipar este investimento e estas contratações, estão previstos mais 8.400 profissionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao longo de dois anos, não há razão nenhuma para não antecipar estas contratações para que possamos reforçar, desde já, o Serviço Nacional de Saúde", afirmou.

Ainda sobre o coronavírus em Portugal, Catarina Martins destacou o "enorme esforço" que está a ser feito pelo SNS, pela Direção-Geral da Saúde e pela Proteção Civil, e também pela população.

"Sabemos como têm trabalhado em condições difíceis. O SNS está sob uma enorme pressão e nestes momentos precisa de todo o apoio", concluiu Catarina Martins.

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