Catarina Martins visitou na tarde deste sábado o Bairro do Zambujal, na Amadora, para conhecer os seus problemas de habitação. Aí “pessoas que tendo baixos salários ou baixas pensões nunca param de cumprir as suas obrigações” e “vão fazendo o que podem com a renda” enfrentam um “absurdo judicial e burocrático” criado pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e uma “degradação das condições da habitação” porque este “não faz obras”, o “que é absolutamente inexplicável”.
O Bloco fala num “processo de chantagem contra estes moradores que são obrigados a pagarem rendas que não deviam pagar e que são exageradas por casas que nem sequer tem as obras básicas”, exige “explicações sobre o que se está a passar” e “sobretudo” quer soluções para “um processo que já se arrasta há anos” e “ninguém está a resolver”.
Para além do IHRU, o partido vai “questionar diretamente o governo” sobre o caso e “também tentar que a Câmara Municipal da Amadora tenha uma posição mais correta na defesa desta população”. A coordenadora bloquista lembra a este propósito que “o governo prometeu que chegava aos 50 anos do 25 de Abril sem pessoas em situação degradante por causa da habitação”. Só que “já percebemos que não vão ser construídas as casas que prometeram construir para tirar da rua ou de situações muito precárias as pessoas que estão nessa situação e agora o que vemos aqui é que ainda por cima está a empurrar para a rua mais pessoas, para situações muito precárias e muito vulneráveis de habitação. Isso é o absoluto inverso do que foi prometido fazer”.
Apesar do governo “fazer de conta não tem nada que ver com isto” estas são “casas do Estado, com pessoas que moram aqui porque têm baixos rendimentos, ninguém mora neste bairro porque tem um salário alto”. Estas pessoas “têm baixos rendimentos e por isso têm de ter uma renda que consigam pagar” e têm continuado, apesar de tudo, a pagar renda, insiste.