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Bloco espera ver corrigida discriminação contra diabéticos e hipertensos

Catarina Martins espera que o PS acompanhe as propostas que acabam com a exclusão destes doentes crónicos da proteção necessária face à Covid-19. José Manuel Boavida, presidente da Associação Protetora dos Diabéticos, explicou que está em causa a defesa de milhões de pessoas que se sentem “absolutamente discriminadas e injustiçadas”.
A coordenadora do Bloco, Catarina Martins, conversa com o presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, José Manuel Boavida, durante a vista à associação. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.

A coordenadora bloquista visitou esta quinta-feira a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, que tem vindo a alertar para a injustiça da medida do Governo, que retirou as pessoas com diabetes e com hipertensão do decreto que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença Covid-19.

Na realidade, quando teve início o surto pandémico e surgiram as primeiras iniciativas legislativas, foram identificados os grupos de risco com deveres especiais de proteção, nos quais estavam incluídas as pessoas com diabetes e hipertensas. No entanto, neste período de desconfinamento, o Governo retirou a menção expressa destes doentes crónicos do diploma em causa, o que implica que estes doentes crónicos, que muitas vezes se confrontam com condições de trabalho ou transportes de especial risco, estão a ver negado o acesso ao teletrabalho ou à dispensa do trabalho para se poderem proteger.

O presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal voltou a apelar ao Governo para que reavalie a exclusão das pessoas com diabetes do regime excecional de proteção, lembrando que o próprio PS assumiu esse compromisso, ainda que não tenha avançando com qualquer medida para o efeito.

“Não há nenhuma razão para a Assembleia da República se dividir. Está em causa a defesa de três milhões de pessoas que se sentem absolutamente discriminadas e injustiçadas”, frisou José Manuel Boavida.

Catarina Martins explicou que o que o Bloco pretende é simples: Que se volte a incluir a possibilidade destes doentes crónicos terem acesso ao teletrabalho ou à dispensa do trabalho sempre que, juntamente com o seu médico, a análise for a de que o risco que correm é elevado”.

No que concerne ao argumento do Governo de que não constarem do diploma não significa que as pessoas estão excluídas, a coordenadora bloquista alertou que “essa não é a realidade no terreno” e defendeu que estes doentes estão numa “situação muito complicada que tem de ser resolvida rapidamente”. Em causa está a defesa dos seus direitos, da sua saúde, do próprio SNS e da saúde pública, clarificou Catarina Martins.

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