Bloco em campanha contra privatização da ferrovia

22 de junho 2010 - 22:48

Rita Calvário e Heitor de Sousa reuniram com direcção do sindicato dos ferroviários, no âmbito da campanha contra a privatização da Ferrovia que a distrital de Lisboa do Bloco leva a cabo.

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Direcção do sindicato expressou a sua oposição à privatização de empresas do sector ferroviário, uma vez que esta implica prejuízos para o Estado, utentes e trabalhadores. Foto Lusa (arquivo)

No âmbito da campanha contra a privatização da Ferrovia que a distrital de Lisboa do Bloco de Esquerda está a levar a cabo, Rita Calvário e Heitor de Sousa, deputados do Bloco, estiveram hoje reunidos com a direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF).

O objectivos deste encontro foram o de apresentar a campanha que o Bloco está a promover e conhecer as posições do SNTSF sobre as privatizações, o impacto que terá nas empresas a privatizar, no sector ferroviário e nos trabalhadores.

José Manuel Oliveira, coordenador nacional do sindicato expressou a oposição deste organismo à privatização de empresas do sector ferroviário, uma vez que esta implica prejuízos para o Estado, utentes e trabalhadores.

O Estado ficará sem uma peça fundamental para garantir uma política de mobilidade aliada a uma estratégia de sustentabilidade social e ambiental para o país. Por outro lado, a privatização implicará um aumento de custos que será imposto ao Estado (que vai pagar por serviços que antes dispunha) e aos utentes.

O risco de despedimento de trabalhadores das empresas a privatizar e a precarização dos vínculos laborais também estão no centro das preocupações do Sindicato, uma vez que desde 1993, o sector perdeu 10500 postos de trabalho efectivos, muitos deles substituídos por mão de obra precária.

Sobre os maus resultados operacionais do sector, que também servem de argumento para reforçar a privatização, o SNTSF denuncia uma política de sub utilização dos recursos existentes, que contribui para aumentar custos e diminuir receitas. Esta orientação alimenta a ideia de que o sector é deficitário e serve os interesses das multinacionais que se estão a instalar no sector.

Comentando a campanha que o Bloco promove junto da população e de várias entidades do sector, José Manuel Oliveira referiu ser muito importante que se amplie o movimento em defesa de um sector ferroviário público, pelo que o sindicato apoia e apoiará todas as iniciativas feitas nesse sentido.

O Bloco prosseguirá com esta campanha até ao fim do mês, estando prevista a distribuição aos utentes da CP de um folheto alusivo ao tema, visitas, reuniões e encontros com várias entidades.