“Pedimos então a todos os emigrantes lesados para não assinarem os contratos enquanto o Novo Banco não propuser uma nova reunião”, lê-se no comunicado do MEL, citado pela agência Lusa.
Segundo este Movimento, a solução apresentada “aos clientes emigrantes detentores das ações preferenciais Poupança Plus, Euro Aforro, Top Renda e EG Premium é inaceitável”, na medida em que o Novo Banco propõe que só daqui a dois anos haja uma parte da liquidez e apresenta produtos diferentes dos prometidos quando os clientes investiram no EURO AFORRO 10 e EG PREMIUM.
Os produtos foram vendidos aos clientes como “produtos de capital e juros garantidos” e agora são apresentados, em alternativa, “produtos que são, por definição, arriscados”, refere o MEL.
O Movimento considera que os produtos que estão a ser apresentados aos emigrantes não são compatíveis com o seu perfil de risco de investidor, que é de tipo conservador.
“É este mesmo perfil de risco que, desde o início, aquando da venda das ações preferenciais, não concordava com o risco financeiro das ações preferenciais dos 4 Special Purpose Vehicles (SPV) vendidas ao balcão como sendo produtos sem risco e de capital e juros garantidos”, lê-se no comunicado.
O MEL lembra ainda que "o total da solução só atingirá (e nem é certeza, visto a natureza arriscado das obrigações, e se o Novo Banco ainda existir quando os clientes quiserem vender as obrigações) os 90% do capital inicialmente investido e só ao cabo de 6 anos".
Esta proposta é “simplesmente inadmissível para pessoas reformadas, idosas com uma idade média de 70 anos e cansadas”, destaca.
O Movimento alerta que os gestores do Novo Banco têm pressionado os clientes e mentido, por alegadamente estarem a dizer que o MEL está a favor desta solução.
Para dia 10 de agosto está agendada uma manifestação, a 1ª após a venda do Novo Banco, que terá lugar na sede do Novo Banco, na Av Liberdade 195 em Lisboa, pelas 11h.
Estão ainda previstas ações na capital francesa a 26 de setembro em Paris e em todos os últimos sábados a partir do mês de outubro, caso não sejam apresentadas soluções viáveis para os lesados do BES até lá.