Bernie Sanders não se recandidata à presidência dos EUA

26 de abril 2023 - 15:11

No dia em que Biden anuncia a sua recandidatura, o senador do Vermont coloca-se fora da corrida e declara-lhe apoio. Contra ele perfila-se novamente Trump, que se vitimiza pelos vários casos que tem na justiça e que terá montado uma rede de perfis falsos no Twitter para desacreditar os adversários internos.

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Bernie Sanders. Foto da sua conta no Flickr.
Bernie Sanders. Foto da sua conta no Flickr.

Não será à terceira que é de vez. Depois de se ter candidatado às primárias do Partido Democrata em 2016 e em 2020, o senador do Vermont, Bernie Sanders, não repetirá a candidatura à presidência dos Estados Unidos.

No dia em que Joe Biden anunciou a candidatura, Sanders declarou-lhe apoio, alegando que “a última coisa de que este país precisa é de Donald Trump ou de outro demagogo de extrema-direita a tentar sabotar a democracia americana, ou a retirar às mulheres o direito de escolha, ou a não responder à crise da violência armada, ou ao racismo, sexismo ou homofobia”.

À Associated Press, a figura da esquerda dos Democratas acrescenta ainda que se empenhará na campanha de reeleição sem especificar como. Também não anunciou se se vai recandidatar ao Senado.

A nomeação democrata parece assim estar decidida à partida. Apesar do burburinho acerca da sua idade, o atual presidente, que tem 80 anos e é já o mais velho da história do país no cargo, declarou no vídeo do anúncio, candidatar-se para “acabar o que começou”. Para além disso, utilizou a bandeira da defesa da “liberdade” e da “democracia”, sob o pano de fundo de imagens da invasão ao Capitólio e de protestos pelo direito ao aborto. Para ele, a campanha será contra quem tenta cortar na segurança social, reduzir os impostos dos mais ricos, “proibir livros, dizer às pessoas quem podem amar, dificultar a vida a quem quer votar”.

Do lado contrário, Trump já anunciou também nova candidatura à nomeação republicana. O ex-presidente é acusado em vários processos, o mais recente é o caso da violação da jornalista E. Jean Carroll em 1996, e tem tentado mobilizar isso a seu favor dizendo-se alvo de uma campanha de perseguição política.

Outra das estratégias do trumpismo foi a criação de uma rede de milhares contas falsas no Twitter que se dedicam a louvar Trump e a ridicularizar os dois mais bem posicionados adversários no interior do seu partido, Nikki Haley, ex-governadora da Carolina do Sul e Ron DeSantis, o governador da Florida. A rede de bots que faz publicações automáticas foi revelada pela Associated Press, estimando que “centenas de milhares de contas” possam estar envolvidas, criadas em três etapas, em abril, outubro e novembro do ano passado.