Berlusconi, presidente do Povo da Liberdade, o partido de direita que sustenta a coligação presidida pelo primeiro ministro Enrico Letta (Partido Democrático), não se deslocou ao Senado para não ter que enfrentar uma situação “injusta”. Segundo ele, os juízes que o condenaram no processo de fraude fiscal não foram imparciais “porque expressaram opiniões publicamente” e, além disso, “existe um recurso pendente no Tribunal Europeu”.
Berlusconi foi condenado a quatro anos de prisão, três dos quais já amnistiados. Por ter 77 anos, a pena restante será cumprida em detenção domiciliária ou através da prestação de serviços comunitários. Outro aspecto da polémica é o facto de o presidente da direita não poder voltar a exercer cargos políticos e públicos devido à lei que entrou em vigor em 2012 e impede o acesso a essas posições de cidadãos condenados na justiça. Sílvio Berlusconi alega que o seu processo se iniciou antes da entrada em vigor da lei, pelo que esta não lhe deverá ser aplicada.
Segundo Berlusconi, a sentença que o atinge “é um projecto muito bem planeado para eliminar o líder do centro-direita”.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu