Batido recorde mundial de velocidade de transmissão wireless

29 de maio 2013 - 11:30

Investigadores alemães alcançaram uma velocidade de transmissão de dados sem fios de 40 gigabits por segundo (Gbit/s). O novo recorde é quase 550 vezes mais rápido do que o padrão 4G, equivalendo à transmissão de um DVD completo em menos de um segundo. Artigo do site Inovação Tecnológica.

PARTILHAR
O teste foi feito entre dois prédios da cidade de Karlsruhe, na Alemanha. Imagem: Ulrich Lewark / KIT, retirada do site Inovação Tecnológica

Investigadores alemães alcançaram uma velocidade de transmissão de dados sem fios de 40 gigabits por segundo (Gbit/s).

Para se ter uma ideia do que isso significa, basta ver que o padrão 4G LTE, o mais moderno padrão de transmissão de dados wireless, chega aos 75 megabits por segundo.

Ou seja, o novo recorde, obtido em escala experimental, é quase 550 vezes mais rápido do que o padrão 4G, equivalendo à transmissão de um DVD completo em menos de um segundo.

O teste foi feito a uma distância de pouco mais de um quilómetro, entre prédios do Instituto Karlsruhe de Tecnologia.

Na semana passada, a empresa Samsung fez um teste de outra tecnologia de transmissão sem fios, também em escala experimental, alcançando 1 Gbit/s para uma distância de até dois quilómetros.

Integração fibra/link de rádio

A tecnologia alemã funciona a 240 GHz, o que representa um feito inédito na integração de transmissores e recetores eletrónicos integrados trabalhando a uma frequência tão alta.

O uso da faixa de alta frequência, entre 200 e 280 GHz, não apenas permite a transmissão rápida de grandes volumes de dados, como também resulta em equipamentos muito mais compactos.

O chip de alta frequência mede apenas 4 x 1,5 mm2, uma vez que os equipamentos eletrónicos acompanham a escala da frequência. Imagem: Sandra Iselin / Fraunhofer IAF, retirada do site Inovação Tecnológica

Como o tamanho dos circuitos eletrónicos e das antenas acompanha a frequência - ou comprimento de onda - o transmissor e o recetor juntos foram encapsulados num chip que mede apenas 4 x 1,5 mm2.

"Nós desenvolvemos um link de rádio baseado em circuitos eletrónicos ativos, o que permite taxas de transmissão tão altas quanto as de um sistema de fibras óticas, permitindo assim uma integração perfeita do link de rádio," disse Ingmar Kallfass, coordenador do projeto.

Isso significa que, no futuro próximo, poderá ser possível a integração direta dos links de fibra ótica com os links de rádio, resolvendo o chamado "problema da última milha" - como criar uma forma económica para que os dados super rápidos das fibras óticas cheguem até à casa dos consumidores.

Com uma velocidade tão alta, os links de fibras óticas poderão ser estrategicamente posicionados, chegando aos consumidores pelo ar, sem nenhum custo de infraestrutura.

Artigo publicado no site Inovação Tecnológica