De acordo com a notícia do jornal “Sol”, os banqueiros estarão preocupados com o risco de que o reforço do capital, a que estão obrigados pelo BCE e pelo acordo com a troika, bloqueie a concessão de crédito a famílias e empresas, asfixiando a economia
Uma fonte não identificada do jornal diz que se trata da “procura de um equilíbrios destas metas [de reforço do capital] com a continuidade do financiamento a um ritmo que permita à economia continuar a funcionar”.
Um administrador bancário disse ao jornal: “A situação não é nova, mas a verdade é que tem vindo a agudizar-se e poderá piorar”. E lembra que os bancos têm pela frente desafios de liquidez e solvabilidade e vão ser sujeitos a testes de stress europeus, neste Verão.
O acordo com a troika previu a criação de um fundo de 12.000 milhões de euros a que os bancos podem recorrer e tem sido noticiado que a troika vai colocar já neste mês 1.000 milhões de euros numa conta do Banco de Portugal para que os bancos que precisarem se recapitalizem.
O acordo com a troika estabelece também, que as instituições financeiras beneficiam ainda de uma linha de crédito do Estado para a emissão de obrigações num montante até 35.000 milhões de euros. E foi já publicamente assumido que, pelo menos, o BES, o BCP e a CGD irão usar esta facilidade.
O Banco de Portugal veio entretanto negar ter havido a referida reunião de emergência, dizendo que se tratou de uma “reunião regular” entre o governador do Banco de Portugal e a Associação Portuguesa de Bancos (APB). A fonte oficial do banco central disse ao “Económico” que houve uma reunião "normal, que acontece regularmente, entre o governador do Banco de Portugal e a APB onde foram tratadas questões pendentes como o que há a fazer, quais são os problemas do sistema bancário, mas sem alarmismos".